Turismo de inverno em Minas ganha força com voos extras em julho

Azul terá 110 voos a mais em Confins durante as férias, com 17,5 mil assentos adicionais para atender à demanda por destinos mineiros

Turismo de inverno em Minas ganha força com voos extras em julho
Foto: Divulgação/BHAirport

O turismo de inverno em Minas Gerais deve movimentar cidades históricas, regiões de montanha, parques naturais e circuitos gastronômicos durante as férias de julho. A temporada, que já costuma atrair visitantes pelo clima frio e seco, ganhou novo impulso com a ampliação da malha aérea no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins.

A Azul Linhas Aéreas anunciou 110 voos extras para o período, com mais de 17,5 mil assentos adicionais. O reforço indica aumento da procura por Minas como destino turístico no inverno e amplia a conexão do estado com outros mercados emissores de visitantes.

A movimentação ocorre no terceiro ano do programa Inverno em Minas, lançado pelo Governo de Minas em 2024 para promover destinos turísticos durante os meses mais frios. A edição de 2026 foi apresentada em Monte Verde, na Serra da Mantiqueira, região associada ao turismo de clima frio, hospedagens de montanha, gastronomia e experiências ligadas à natureza.

O crescimento da oferta aérea também reforça o papel de Confins como porta de entrada para visitantes que seguem para diferentes regiões do estado. A partir da capital, turistas acessam cidades históricas, parques, festivais culturais, circuitos de cafés, vinhos e destinos da Serra da Mantiqueira.

No Sul de Minas, cidades como Monte Verde e Maria da Fé costumam registrar procura maior nessa época do ano. O frio, a paisagem de serra e a oferta de hospedagens voltadas ao inverno atraem casais, famílias e viajantes interessados em gastronomia, trilhas e descanso. As cidades históricas, como Ouro Preto, Tiradentes e Diamantina, tendem a receber visitantes em busca de patrimônio, programação cultural, restaurantes e circulação pelos centros coloniais durante o período de temperaturas mais baixas.

A estação seca favorece ainda o ecoturismo em locais como o Parque Estadual do Ibitipoca e o Parque Nacional do Caparaó costumam ser procurados por quem busca caminhadas, mirantes e atividades ao ar livre, já que o inverno reduz a incidência de chuvas em várias regiões.

Para o comércio e os serviços, o aumento do fluxo turístico pode ter reflexo em hospedagem, alimentação, transporte, produção local, artesanato e eventos. A cadeia envolve desde hotéis e restaurantes até guias, artistas, produtores rurais e pequenos empreendedores ligados à economia criativa.