Itabira registra queda da pobreza: 1.088 famílias superaram a condição de vulnerabilidade nos últimos três anos

Segundo a secretária Nélia Cunha, 27,78% das famílias acompanhadas pela assistência social deixaram a condição de pobreza desde 2023

Itabira registra queda da pobreza: 1.088 famílias superaram a condição de vulnerabilidade nos últimos três anos
Foto: Guilherme Guerra/DeFato
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Durante a prestação de contas da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) na Câmara de Itabira, nesta terça-feira (16), a secretária Nélia Cunha apresentou indicadores sociais que apontam avanços no combate à pobreza no município. Entre os dados destacados está a informação de que 1.088 famílias cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico) superaram a linha da pobreza nos últimos três anos. 

Os números foram obtidos por meio do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil e cruzados com informações do Cadastro Único. Segundo a apresentação, 27,78% das famílias acompanhadas pela assistência social deixaram a condição de pobreza desde 2023. O levantamento considera famílias que passaram a ter renda per capita superior a R$ 218 mensais, ultrapassando o limite utilizado para caracterização da situação de pobreza.

De acordo com Nélia Cunha, a melhora na renda dessas famílias significa, na prática, uma menor dependência de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.

“De um modo mais simples de explicar, são famílias que deixaram de depender dos benefícios de transferência de renda, principalmente do Bolsa Família. É um dado relevante e que temos muita satisfação de divulgar”, destacou.

Nélia Cunha
Foto: Guilherme Guerra/DeFato

Outro indicador apresentado pela secretária foi referente à população considerada em situação de pobreza extrema, definida pelo Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil como pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$140 mensais. Segundo os dados apresentados pela SMAS, apenas 3,45% da população itabirana se enquadra nessa condição. O percentual corresponde a cerca de 3.900 famílias inscritas no Cadastro Único, considerando uma população municipal estimada em aproximadamente 113 mil habitantes.

“Para um município com 113 mil habitantes, 3,45% da população estar em situação de pobreza é um dado relevante. Existem municípios que chegam a registrar 20%, 30%, 40% ou até 50% da população nessa condição”, comparou Nélia Cunha.

 

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