Ao comentar manifestações em Itabira, Damon defende salário de seus secretários
“Deveria ter cobrado do grupo que esteve no governo há 12 anos e que espoliou esta cidade”, disse prefeito sobre protestos por redução salarial

Em entrevista a imprensa na tarde dessa quinta-feira, 27 de junho, o prefeito de Itabira, Damon Lázaro de Sena, comentou sobre as manifestações que ocorrem em Itabira, a exemplo do que acontece no Brasil. Ao ser questionado sobre os manifestos contra o aumento salarial, no final do ano passado, para o secretariado, prefeito e vice-prefeito, Damon defendeu a valorização de sua equipe.
“As pessoas têm que ser valorizadas a contento. Se não tivesse um valor salarial que tenho hoje, não teria um secretariado com a qualidade que tenho. Quero lembrar que estou há cinco meses dentro do governo e que a população que cobra deveria ter cobrado do grupo que ficou no governo há 12 anos e que espoliou esta cidade; um grupo de mercenários que roubou a cidade toda, e que hoje, alguns poucos estão aí manipulando as pessoas e vêm cobrar de um governo que tem cinco meses e que com certeza nesses cinco meses já construiu muito”, afirmou.
A resposta de Damon, no caso específico, está relacionada ao protesto do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), que tem exibido cartazes a favor da redução salarial do secretariado, prefeito e vice. A Câmara de Itabira aprovou, antes mesmo de Damon tomar posse, renumeração de R$ 23.670,11 para o prefeito, R$11.834,85 para o vice e R$10.021,17 para os secretários.
Sobre a manifestação de maneira geral, Damon disse que “é direito da população manifestar”. Ele afirmou que o Brasil é um país de república jovem ainda e muitas mudanças precisam acontecer, porque quem mais sofre é a população pobre.
