Crescimento de Itabira sentido Pureza torna ainda mais urgente novo sistema de captação
Jorge Borges chamou atenção para urgência em resolver problema da captação de água

A Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agropecuária de Itabira (Acita) promoveu na noite dessa quinta-feira, 13 de junho, um encontro para discutir a situação do abastecimento de água no município. As discussões fazem parte do Fórum Permanente pela Diversificação organizado pela entidade e também integraram a programação da Quinzena do Meio Ambiente, da Prefeitura de Itabira. Um dos palestrantes foi o engenheiro do Saae, Jorge Borges. Em afirmou que o vetor de crescimento de Itabira aponta para a região onde fica a estação de captação de água da Pureza, o que torna ainda mais urgente a construção de um novo sistema.
Jorge Borges mostrou uma mapa de Itabira e apontou que um lado da cidade não pode avançar porque é completamente tomada pelas minas da Vale. Nesse contexto, o município só pode se expandir para o outro lado, onde está o manancial da Pureza. Em 2011 esse assunto chegou a ser polêmica em Itabira, por causa de uma emenda ao Plano Diretor apresentada pelo então vereador José Celso de Assis para que a região da estação de captação de água pudesse ser urbanizada.
A estação da Pureza está em uma área de proteção e não pode ser urbanizada. Apesar disso, segundo Jorge Borges, a Prefeitura já tem notícias de algumas instalações irregulares por lá. Para o engenheiro do Saae, o município precisa tirar a responsabilidade do abastecimento de água dessa região para que possa se expandir. Nesse caso, é necessário um outro sistema de captação, já que a Pureza é hoje responsável por mais de 55% da água que chega aos itabiranos. Um sistema no rio Tanque é a principal alternativa.
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A captação no rio Tanque, próximo à região da Serra dos Alves, no distrito de Senhora do Carmo, é o que o Saae considera de mais acessível. O município poderia retirar uma vazão de até 550 litros por segundo, o suficiente para toda a cidade. A Prefeitura prepara para soltar nos próximos o edital de licitação para escolher a empresa que vai elaborar o projeto para a obra. Apesar disso, segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Nivaldo Ferreira, o Executivo ainda observa outras possibilidades.
Nivaldo comentou que é interesse da Prefeitura rever o Plano Diretor, desde que a alternativa para o abastecimento de água esteja concretizada. Ele lembrou da repercussão junto à comunidade quando a Câmara aprovou a emenda de José Celso, que, por pressão, acabou recuando e retirando a proposta. “Existe uma grande preocupação. Estamos no limite. Ou se encontra outro local para expandir ou se encontra outro local para captar água”, comentou.
Durante o encontro na Acita, também palestraram o vice-presidente da entidade e membro do Grupo da Água, Eugênio Müller, o próprio secretário Nivaldo Ferreira, e o representante da Vale, Marco Antônio Diniz Rodrigues.