Celulares de casal morto em apartamento de BH são encontrados em Vespasiano

Investigadores tentam localizar Paola Stefany Neto Cirino e apuram se a suspeita recebeu apoio após deixar o prédio onde as vítimas moravam

Celulares de casal morto em apartamento de BH são encontrados em Vespasiano
Foto: Ramon Agostinho/DeFato Online

A Polícia Civil recuperou dois celulares de Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A principal suspeita, Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, seguia foragida até a última atualização.

Os aparelhos foram localizados embalados em papel alumínio para inibir sistemas de rastreio em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após uma denúncia recebida pelos investigadores. Segundo a Polícia Civil, a recuperação ocorreu em meio às diligências para encontrar a suspeita e identificar o destino dos objetos levados do imóvel.

O caso é investigado como latrocínio, que é roubo seguido de morte. De acordo com a Polícia Civil, os elementos reunidos até o momento indicam que Paola foi ao apartamento para prestar serviço de limpeza e teria deixado o local levando pertences das vítimas.

Os investigadores também recolheram objetos descartados em uma caçamba de obra após a saída da suspeita do prédio. Entre os materiais encontrados estavam uma blusa que, segundo a apuração, pode ter sido usada por ela ao entrar no condomínio, além de partes de uma caixa de relógio reconhecida pela família como pertencente ao casal.

A Polícia Civil apura se Paola recebeu ajuda depois de sair do apartamento. Imagens analisadas pela investigação mostram que ela caminhou por alguns quarteirões e foi até um local onde havia um carro parado. Segundo os investigadores, o veículo permaneceu no ponto por um período considerado relevante e pode ter relação com a fuga.

A suspeita chegou ao prédio por volta das 7h30 e foi autorizada a entrar no apartamento. Conforme a investigação, Cláudio Atala Inácio chegou a falar com familiares por telefone durante a manhã e também no início da tarde, quando disse que não sairia porque acompanhava o primeiro dia de trabalho da diarista na casa.

A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de que o crime tenha ocorrido entre o início da tarde e às 15h. A dinâmica exata ainda depende de laudos periciais, análise da cena e eventual depoimento da suspeita, caso ela seja localizada.

Segundo os investigadores, Paola saiu do prédio com roupas diferentes das usadas na chegada. Ela também carregava sacolas e objetos que, conforme a apuração, pertenciam ao casal. A polícia informou que a suspeita teria tomado banho e se trocado antes de deixar o imóvel. 

Depois de sair do bairro São Pedro, a mulher teria ido ao Centro de Belo Horizonte, onde a Polícia Civil apura se houve negociação de bens subtraídos. A investigação tenta identificar possíveis receptadores e recuperar outros itens levados do apartamento, como relógios, joias, bolsa e demais objetos ainda em levantamento pela família.

Ainda conforme a apuração, Paola foi depois para Ribeirão das Neves, onde morava. Familiares relataram à polícia que ela deixou o local no dia seguinte com o filho de 6 anos e tomou rumo ignorado. Também há informações, ainda em apuração, de que ela teria dito a pessoas próximas que havia feito uma grande besteira.

A Polícia Civil informou que a mulher não tinha passagem criminal conhecida, mas aparecia em registros anteriores de ocorrências consideradas de menor gravidade. Os investigadores afirmaram que, enquanto houver diligências contínuas, ainda pode ser avaliada a hipótese de prisão em flagrante. Caso a suspeita não seja localizada, a Polícia Civil deverá representar à Justiça pela expedição de mandado de prisão.