Campanha do Brasil na Copa do Mundo termina da forma mais deprimente possível
Durante os 90 minutos, o que se viu foi um time passivo e errático, cuja última imagem deixada ao público é a patética postura do ex-craque Neymar
Mesmo para quem não esperava muito, como eu, acabou sendo pior. Com uma atuação apática, o Brasil perdeu por 2 a 1 para a Noruega no domingo (5) e está eliminado da Copa do Mundo de 2026.
Durante os 90 minutos, o que se viu foi um time passivo e errático, cuja última imagem deixada ao público é a patética postura do ex-craque Neymar nos minutos finais do confronto. A história do Brasil no Mundial começou mal, com o vergonhoso evento de convocação para o torneio, e terminou de forma ainda mais deprimente.
O mais triste é constatar que, para nos eliminar, o adversário (geralmente uma seleção do segundo ou terceiro patamar da Europa) sequer precisa ter uma atuação histórica. A Noruega também cometeu erros que poderiam ser cruciais, como o bobo pênalti cometido por Ajer em Matheus Cunha ou a perda de bola de Odegaard, dentro da área, também na etapa inicial.
Ainda assim, bastaram dois lampejos do extraterrestre Erling Haaland para sermos mandados de volta para casa. Aos 52 minutos do segundo tempo, outro pênalti tolo da Noruega deu esperanças ao torcedor brasileiro. Neymar, como de praxe, bateu de forma brilhante e diminuiu.
Mas ao invés de levar a bola ao meio-campo e tentar uma heroica reação, o camisa 10 optou por brigar com os noruegueses. Cenas vergonhosas, mas sintomáticas.
Afundado em seu egocentrismo, o nome mais badalado do grupo comandado por Ancelotti preteriu o bem coletivo por uma fracassada tentativa de se reafirmar. Uma atitude que prova que nem o argumento da “experiência” é capaz de justificar sua convocação. Neste domingo, naquele que foi provavelmente seu último jogo com a amarelinha, Neymar foi o mesmo de sempre: imaturo, egoísta e alienado.
Nos resta agora mirar 2030. Quem estará no comando ou dentro da equipe, não sabemos. Mas, esperamos, no mínimo, um ciclo mais correto e profissional, dois termos em falta no dia a dia da seleção brasileira. Aquela que, como dito anteriormente pela coluna, costumava ser séria.
Sobre o colunista
Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.
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