Grupo de integridade identifica possível manipulação em jogos da Copa do Mundo
No decorrer do torneio, 15 jogos foram monitorados, especialmente na rodada final da fase de grupos

Ao menos sete partidas da Copa do Mundo de 2026 chamaram a atenção do Grupo de Copenhague, entidade dedicada ao combate à manipulação de competições esportivas suspeitas de possível manuseio.
Foram analisados 104 jogos do Mundial e identificados comportamentos atípicos, principalmente em sites de apostas.
No decorrer do torneio, 15 jogos foram monitorados, especialmente na rodada final da fase de grupos, sete receberam “alerta amarelo” e 12 “grandes controvérsias” foram avaliadas sob perspectiva de risco à integridade.
De acordo com a entidade, “o trabalho foi concentrado nos mercados de apostas, utilizando inteligência de fontes abertas (OSINT) e inteligência de mídias sociais (SOCMINT).
O The Athletic apontou que um resumo foi publicado nos últimos dias e destacou três episódios que chamaram a atenção: a expulsão de Themba Zwane, da África do Sul, contra o México, a possibilidade de empate ou derrota da Espanha diante de Cabo Verde; a demora de três minutos do VAR para anular um gol de Ferran Torres na vitória dos espanhóis sobre a Arábia Saudita.
Nos últimos dois casos, a movimentação foi de US$ 4,8 milhões (cerca de R$ 26 milhões). Outra situação citada foi a possibilidade de Falorin Balogun, dos Estados Unidos, jogar contra a Bélgica, o que foi confirmado poucos dias depois.
Uma pergunta foi aberta em um site de apostas após o cartão vermelho recebido pelo jogador durante a partida contra a Bósnia Herzegovina pelos 16 avos de final.
A Força-Tarefa de Integridade da Fifa afirmou não ter identificado “nenhuma atividade de aposta suspeita ou indicação de manipulação de partidas relacionada a qualquer jogo” durante a Copa do Mundo.