Pechas e memes não podem diminuir o trabalho de Eduardo Domínguez à frente do Atlético

Se não é o futebol dos sonhos, desempenho do Galo passa longe de ser ruim

Pechas e memes não podem diminuir o trabalho de Eduardo Domínguez à frente do Atlético
Foto: Pedro Souza/Atlético

Apenas duas derrotas nos últimos 15 jogos. No Brasileirão, o último revés foi no dia 24 de maio, contra o Corinthians. Desde então, são seis vitórias e três empates. Os números evidenciam o crescimento do Atlético-MG sob o comando de Eduardo Domínguez.

Exceção feita ao último triunfo, por 3 a 0, contra o Grêmio, o “Barbabol” jogou na conta do chá. As vitórias pela diferença mínima viraram meme até entre os torcedores — afinal, mais de 1 a 0 é basquete, não é mesmo?

Isto posto, é importante não confundir as coisas. Ter um sistema defensivo sólido não significa, necessariamente, jogar feio (um conceito bastante relativo, aliás). A equipe de Barba Domínguez sabe o que fazer em todas as etapas do jogo.

Para se defender, setores compactados, pressão alta no homem da bola e linhas em altura média. Para atacar, jogadores bem abertos para espaçar a marcação adversária, saída pelo chão e velocidade. O Galo tenta utilizar poucos toques para chegar ao gol.

Um padrão claro que levou o time ao mata-mata da Sul-Americana, às quartas da Copa do Brasil e a uma campanha tranquila no Brasileirão. Memes e brincadeiras fazem parte do jogo e simbolizam o ambiente tranquilo que o clube há muito tempo não vivia. Mas pechas podem ser injustas com o argentino.

Se não é de encher os olhos, o desempenho do time do Barba ofereceu ao clube algo que andava em falta: regularidade.

Sobre o colunista

Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.

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