Em debate na Globo, Zema diz ser contra obrigatoriedade de vacina e promete anistiar Bolsonaro se eleito
O debate foi comandado pela âncora do Jornal Nacional, Renata Vasconcellos e pelo jornalista César Tralli
O ex-governador de Minas Gerais e candidato do Novo à presidência da República, Romeu Zema, abriu a série de sabatinas promovidas pela TV Globo nesta segunda-feira (24), com os presidenciáveis.
O debate foi comandado pela âncora do Jornal Nacional, Renata Vasconcellos e pelo jornalista César Tralli.
Notadamente nervoso, Zema foi questionado primeiro sobre como ele iria enfrentar a dívida pública brasileira, ‘se enquanto chefe do executivo mineiro, a dívida do Estado dobrou’.
“Por que o eleitor deve acreditar que o senhor, se eleito, vai conter o crescimento da dívida pública federal se não conseguiu diminuir o tamanho da dívida do governo de Minas?”, indagou Renata.
“A dívida de Minas foi toda feita no passado. Eu não fiz nenhuma empréstimo durante o meu governo. Ela foi herdada dos anos 1990 e cresceu muito por causa dos juros de agiota cobrados pelo governo federal. Eu paguei R$ 23 bilhões para aposentados que não recebiam a aposentadoria e R$ 13 bilhões para o governo federal, referentes a funcionários públicos. Hoje, a dívida representa menos para Minas Gerais do que representava quando assumi”.
Zema foi questionado sobre seu posicionamento em relação à anistia dos condenados pelos crimes de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Bolsonaro (PL).
“Quem comete o crime é quem leva o crime adiante. Quem idealizou, mas não levou, para mim, não cometeu crime”.
Renata interrompeu o candidato do Novo perguntando se ele discordava que foram cometidos sete crimes identificados pelo STF: tentativa de abolição do Estado Democrática de Direito, golpe de estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, organização criminosa armada, deterioração de patrimônio tombado.
Zema destacou que apenas o crime de deterioração de patrimônio “foi adiante”.
Zema também defendeu que a vacina não seja obrigatória, apesar de afirma que tomou todas as doses contra covid-19, e que “acredita na ciência”.
O entrevistado disse ser contrário às medidas que possam punir ou perseguir famílias por não terem sido vacinadas, e que o governo deve priorizar campanhas de conscientização para ampliar a adesão à vacinação evitando novos surtos.
Indagado sobre segurança pública e se apontava o presidente de El Salvador, Naiyb Bukele, como referência para sua eventual gestão, o ex-governador mineiro afirmou que “não pretende adotar prisões sem mandado, ampliar o período de detenção sem ordem judicial, restringir habeas corpus ou o acesso dos presos a advogados, rejeitando também julgamentos coletivos e prisões baseadas em denúncias anônimas, local de residência ou tatuagens“.
Zema acrescentou que “a inspiração está principalmente na estratégia de aumentar o que chamou de ‘custo do crime’, recuperando territórios dominados por facções criminosas e ampliar o sistema penitenciário”.
Confira as principais aspas
“Quero simplificar as leis trabalhistas e criar um regime de trabalho por hora, como existe em todo país sério e desenvolvido. Com isso vamos formalizar o trabalho”.
“Não vou mexer na idade mínima da Previdência, por ora. Nós vamos mexer à medida que a expectativa de vida aumentar e depois de verificarmos se conseguimos arrecadar mais com a formalização”.
“Venho do setor privado. Sempre criei empregos, mais de 5 mil. Sou empreendedor, como a maioria dos brasileiros, e vou combater como ninguém os privilégios e a corrupção, como fiz como governador de Minas Gerais”.
Confira as datas dos debates na Globo
25/8 (terça-feira) Ronaldo Caiado (PSD)
26/8 (quarta-feira) Renan Santos (Missão)
27/8 (quinta-feira) Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
28/8 (sexta-feira) Flávio Bolsonaro (PL)
29/8 (sábado) Augusto Cury (Avante).