Cruzeiro e Atlético chegam ao segundo confronto da Copa do Brasil em igualdade, mas com sensações diferentes

Enquanto a Raposa pode lamentar o empate sofrido em um momento no qual era amplamente superior, o Galo leva ótimo resultado para a Arena MRV

Cruzeiro e Atlético chegam ao segundo confronto da Copa do Brasil em igualdade, mas com sensações diferentes
Foto: Pedro Souza / Atlético

Um primeiro tempo insosso e uma etapa final de tirar o fôlego. Assim pode ser resumido o primeiro jogo entre Cruzeiro e Atlético pelas quartas de final da Copa do Brasil. No final, o 1 a 1 saiu melhor para o Galo, tanto por decidir o confronto em casa, na semana que vem, quanto pelo desempenho desta terça-feira (25).

 

Os primeiros 45 minutos foram sofríveis. Mandante, o Cruzeiro, naturalmente, teve mais a bola. Mas por um misto de precaução e falta de criatividade, pouco ameaçou o gol de Everson. O Atlético, por sua vez, serviu seu prato principal: se defendeu de maneira organizada e intensa, apostando, inclusive, em marcações individuais sobre Matheus Pereira e Gerson, os motores da equipe cruzeirense. Um método não tão usual no futebol moderno, mas que funcionou. Os dois times foram para o vestiário com um 0 a 0.

No segundo tempo, porém, o Cruzeiro decidiu assumir de vez o protagonismo. A equipe de Artur Jorge adiantou as linhas, marcou de maneira mais firme e circulou a bola com velocidade. O golaço de Arroyo (mais um), aos 14 minutos, até demorou a sair dada a superioridade celeste.

Porém, um problema recorrente deu as caras novamente. A Raposa foi incapaz de segurar a vantagem e, no primeiro ataque perigoso do Atlético no segundo tempo, Renan Lodi deixou tudo igual. Se Cuello foi brilhante na assistência precisa para o lateral atleticano, Fagner, Fabrício Bruno e Otávio falharam em fechar os espaços e a meta.

A partir dali, os times parecem ter entrado em uma espécie de acordo informal pelo empate. Afinal, o cenário chega completamente indefinido para o jogo da volta, na próxima terça-feira (1º), na Arena MRV.

Ainda assim, fica um sabor amargo para o Cruzeiro, que teve todas as condições de levar uma vantagem, mesmo que mínima, para a casa do rival. Se fazer gols não tem sido um problema para a Raposa, as falhas defensivas chamam a atenção e merecem um texto à parte. Não fossem elas, Artur Jorge e Cia. Ltda poderiam ter tido melhor sorte não só ontem, mas também na Libertadores.

Para o Atlético, o empate é um ótimo negócio, desde que o time saiba utilizá-lo a seu favor. Que fique de lição o sufoco sofrido contra o Bragantino na semana passada. Do outro lado, estará um time muito mais forte e acostumado a grandes jogos.

Também será preciso um desempenho mais completo. Desta vez, se defender com todos os jogadores em seu próprio campo e aguardar por escapadas esporádicas não bastará. Diante do seu torcedor, o Galo terá que jogar bola. Como o time se comportará neste novo cenário?

O primeiro confronto entre os principais rivais mineiros pelas quartas da Copa do Brasil termina com mais dúvidas do que certezas.

Sobre o colunista

Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.

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