Servidores de Itabira rejeitam proposta do Governo e decretam greve
Em assembleia os servidores decidiram por decretar greve

Os servidores públicos municipais de Itabira se reuniram na manhã desta terça-feira, 23 de abril, no plenário da Câmara, para mais uma assembleia geral de deliberação sobre o acordo coletivo. Eles decidiram rejeitar, novamente, a proposta do governo e decretaram greve. O movimento começará a partir de sexta-feira, 26 de abril.
Segundo a presidente do Sindicato, Priscila Miranda, em reunião de negociação ocorrida na tarde dessa segunda-feira, 22 de abril, o prefeito Damon de Sena disse que não tem condições de avançar mais na proposta de reajuste, pois de forma alguma poderia fazer compromisso maior do que poderia cumprir. O Governo oferece, de imediato, 10% de aumento salarial. Outros 13,82% seriam discutidos posteriormente.
A última contraproposta da Prefeitura mexeu nos valores do cartão-alimentação (atualmente de R$ 120,57). O Executivo propôs subir o benefício para R$ 150,00 para o servidor que recebe até dois salários. Durante a assembleia, Priscila explicou que apenas receberia o cartão-alimentação quem recebe dois salários na remuneração, ou seja, contando com insalubridade, horas extras, quinquênio, dentre outros valores do contracheque.
A Prefeitura também aumentou o valor da dedução por dependente, que hoje é de R$ 96,51 para R$ 115,80 por filho. O plano de cargos e carreiras da Itaurb seria revisto até outubro e a profissão de agentes de endemias seria regulamentada com salário de R$ 750,00.
O sindicato reconheceu que, se comparadas aos primeiros valores, as propostas melhoraram e as negociações obtiveram avanços. De acordo com a ata da reunião de negociação, que foi lida durante a assembleia, Damon propôs retomar em agosto novas negociações com o sindicato, pois até lá se teria uma melhor avaliação da evolução do orçamento municipal.
Enquanto isso, já será enviado para a Câmara o projeto do acordo coletivo dos servidores. A categoria prometeu se mobilizar para impedir que os vereadores votem a matéria.
Serviços essenciais
A greve dos servidores municipais precisa obedecer a algumas regras da lei. Isso porque alguns setores, como Secretaria de Saúde, Itaurb e Saae, prestam serviçoes essenciais à população. Dessa forma, 30% dessas repartições precisam estar em funcionamento. Para decidir sobre a escala, uma comissão foi montada pelo Sindicato.