Pai de Vorcaro faz apelo religioso por soltura a Mendonça

O empresário alega também que o filho o rejeitava

Pai de Vorcaro faz apelo religioso por soltura a Mendonça
Pai de Daniel Vorcaro alega que era rejeitado pelo filho- Foto: Divulgação/Redes Sociais/ Via Veja

Pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o empresário Henrique Moura Vorcaro, fundador do Grupo Multipar, pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a revogação da prisão preventiva que cumpre desde maio deste ano.

No documento ao magistrado, encaminhado nesta quinta-feira, 24, Henrique alega inocência e problemas de saúde, afirmando sentir dores na cabeça e na nuca, picos de pressão e dores abdominais provenientes de uma crise de diverticulite.

“Sou idoso. Minha saúde está tão debilitada que estou desde o dia 20 de agosto tentando escrever e terminar esta carta”.

O empresário afirma também fazer uso de analgésico e antibiótico na prisão, e que o número elevado de presos do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem (MG), dificulta o atendimento médico.

A prisão do empresário pela Polícia Federal foi determinada por Mendonça no âmbito da Operação Compliance Zero, mirando irregularidades do Banco Master e atividades do dono, Daniel Vorcaro.

Em outro trecho da carta, Henrique Vorcaro tenta se desvincular das atividades irregulares do filho, preso na Papudinha, em Brasília.

“Daniel não tratava nada de banco ou de negócios dele comigo. Até me rejeitava”, e prossegue: “Quando fui preso, estando o senhor como relator, fiquei tranquilo pois imaginei que iria enxergar a verdade. Imaginei que um homem de Deus não iria permitir essa injustiça. Erraram demais comigo.” Mendonça havia sido classificado pelo então presidente jair Bolsonaro como “terrivelmente evangélico”.

O pedido de soltura foi também estendido aos demais ministros da Corte, antes de o empresário associar a manutenção da prisão a uma suposta “perseguição cega, injustiça e ódio“.

Por fim, o pai de Daniel Vorcaro diz ter o direito constitucional de responder em liberdade, classificando a decisão de Mendonça como “um erro total”.

*Fonte: UOL