Casal em disputa pela guarda de um cão gasta R$ 15 mil em honorários advocatícios

o Judiciário brasileiro analisa o caso sob a ótica do bem-estar do animal e do interesse afetivo das partes envolvidas na separação

Casal em disputa pela guarda de um cão gasta R$ 15 mil em honorários advocatícios
O direito dos animais- Foto: Pexels/Alireza Parvaz

Embora o Código Civil de 2002 classifique os animais sob a nomenclatura de “bens semoventes” (coisas que se movem por força própria), a jurisprudência recente dos tribunais superiores deu um passo adiante, com os juízes reconhecendo que cães e gatos possuem natureza senciente, ou seja, são capazes de sentir dor, afeto, e criar vínculos emocionais profundos com seus tutores.

Esse entendimento humanizou os processos de divórcio; em vez de partilhar os pets como se fossem um aparelho qualquer dentro do imóvel, o Judiciário brasileiro analisa o caso sob a ótica do bem-estar do animal e do interesse afetivo das partes envolvidas na separação.

Um casal sem filhos gastou mais de R$ 15 mil em honorários advocatícios após o divórcio na disputa da guarda de um cão de raça.

Na ausência de uma lei específica regulamentada para a custódia dos animais, os magistrados aplicam as regras do direito de família por analogia, com o foco da sentença garantindo transição de lares que não causem traumas psicológicos ou privações físicas ao animal de estimação.

O vínculo afetivo existente entre tutores foi definido na Justiça que determinou a guarda compartilhada e a partilha proporcional das despesas veterinárias do animal.

*Fonte: C.B.Radar