Prefeitura eleva cartão alimentação, mas servidores recusam proposta novamente
Servidores se aglomeravam do lado de fora do Paço Municipal para saber se a nova proposta iria agradar à categoria
As negociações entre a Prefeitura e o Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi) ainda não tiveram fim. Na tarde dessa quarta-feira, 3 de abril, enquanto as duas partes se reuniam no gabinete do prefeito Damon Lázaro de Sena (PV) para uma nova rodada de negociações, vários funcionários públicos se aglomeravam do lado de fora do Paço Municipal para saber se a nova proposta iria agradar à categoria.
A reunião entre Sintsepmi e Governo durou mais de três horas. A contraproposta da Prefeitura mexeu nos valores do cartão alimentação (atualmente de R$ 120,57). A oferta do Executivo era subir o benefício para R$ 141,81 e elevou para R$ 150 para o servidor que recebe até dois salários. A Prefeitura também aumentou o valor da dedução por dependente, que hoje é de R$ 96,51 e passaria para R$ 115,80 por filho. O plano de cargos e carreiras da Itaurb seria revisto até outubro e a profissão de agentes de endemias seria regulamentada com salário de R$ 750,00.
A assembleia da categoria estava marcada para depois do encontro com o prefeito. Do lado de fora, vários servidores aguardavam, mas muitos não esperaram e foram embora. Mesmo com número reduzido, a contraproposta foi colocada em votação e novamente rejeitada pelos servidores.
Segundo a presidente do Sintsepmi, Priscila Miranda, a proposta teve um avanço positivo e em relação ao aumento salarial ela ressaltou aos servidores que prefeito Damon de Sena disse não ter condições de melhorar este percentual, em função das contas da Prefeitura. "O prefeito deixou claro que não pode assumir um compromisso que depois não terá condições de cumprir", disse.
Para o reajuste salarial, seriam concedidos, de imediato, 10% de aumento, sendo 6,72% de reajuste e 3,8% de reposição de perdas acumuladas. Os outros 13,82% pedidos pelo sindicato entrariam nas discussões das próximas três datas-bases.
Priscila explicou ainda que caso aceitassem essa proposta, os servidores que aderiram às paralisações não teriam os pontos cortados. Em relação ao cartão alimentação, enfatizou que desta opção oferecida, 603 funcionários da Itaurb seriam também beneficiados.
Servidores
Apesar das explicações da sindicalista, os servidores optaram por formar uma nova comissão composta também por representantes de cada setor público para tentar uma nova negociação. Ainda hoje um documento será enviado ao prefeito formalizando a recusa em assembleia. Eles levarão ao chefe do Executivo a contraproposta de 13% de reajuste salarial imediato e cartão alimentação de R$ 290,00 para quem recebe até três salários.
Segundo Damon, ele ainda aguardo o comunicado oficial da recusa e disse em entrevista que não vê o assunto como encerrado.
Servidores usaram o microfone durante a assembleia e disseram que se o cartão chegar a esse valor pedido por eles, a compensação de ganhos no final seria satisfatória, mesmo que o reajuste salarial não saia dos 10% de imediato.
Alguns servidores mais inflamados ainda gritavam pela greve. No entanto, os diretores do sindicato disseram não ser o momento para isso, pois as possibilidades de negociações não se esgotaram. Além disso, havia um número muito pequeno de servidores e os sindicalistas ressaltaram que para decidir algo tão importante seria necessário uma adesão muito maior.