A reação de Gilmar Mendes à votação recorde de senadores favoráveis ao impeachment de ministros do STF

A direita conseguiu eleger 33 senadores nas eleições desse ano, ampliando a bancada no Senado para, pelo menos, 50 cadeiras, das 81 existentes

A reação de Gilmar Mendes à votação recorde de senadores favoráveis ao impeachment de ministros do STF
O ministro Gilmar Mendes minimizou a possibilidade de impeachment Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro e decano do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, minimizou e não fez alarde sobre o resultado das eleições que garantiram uma bancada recorde de senadores favoráveis ai impeachment de ministros da Corte.

Em conversas com interlocutores políticos após o pleito, Gilmar Mendes reagiu com tranquilidade e usou uma metáfora para descrever sua postura em relação ao futuro das relações entre o STF e o Congresso Nacional:

“Sou um enfermeiro que já viu muito sangue. Não me afobo”.

Anteriormente, o ministro já havia pontuado que há uma grande diferença entre defender o impeachment de ministros em plataformas eleitorais e, de fato, dar andamento e executar um processo complexo como esse dentro do Senado.

A tranquilidade de Gilmar Mendes está respaldada nos bastidores por uma decisão de sua própria autoria. Em dezembro de 2025, o ministro concedeu uma liminar que alterou as regras da Lei do Impeachment, elevando o quórum necessário para a abertura desses processos de maioria simples para dois terços do Senado. (54 votos).

A direita conseguiu eleger 33 senadores nas eleições desse ano, ampliando a bancada no Senado para, pelo menos, 50 cadeiras, das 81 existentes. Alguns partidos considerados de centro, porém, tendem a votar mais à direita, o que pode ampliar a capacidade de aprovação de projetos que ataquem direitos humanos, sociais e trabalhistas.

Grupo formado pelo PL,PP, Republicanos e Novo terá 43 dos 81 senadores erm 2027, o suficiente para vencer a presidência do Senado e dar a largada no plano de destruir o Supremo.

Com a maioria na Casa, a extrema direita não precisará costurar alianças com o Centrão para conquistar a presidência do Senado, o que exige 41 votos, obtendo poderes para fazer avançar projetos envolvendo punição de autoridades, como, por exemplo, dos ministros do STF e do procurador-geral da República.

*Fonte: Intercept Brasil/Poder360