Damon diz que vai contratar terceirizados em caso de greve na Prefeitura
Prefeito Damon diz que chegou ao limite do que pode oferecer aos servidores
O prefeito de Itabira, Damon Lázaro de Sena (PV), afirmou que o município chegou ao seu limite na última proposta de reajuste salarial que fez aos servidores públicos. Em entrevista ao programa Pontal Comunidade, da Rádio Pontal, o chefe do Executivo informou que a Prefeitura já prepara um plano emergencial de contratação de terceirizados caso os funcionários públicos decidam pela greve.
A Prefeitura ofereceu 23,82% de reajuste pedidos pelo sindicato, mas escalonados em três anos. De imediato, seriam concedidos 10%, sendo 6,72% de reajuste e 3,8% de reposição de perdas acumuladas. Os outros 13,82% estariam nas discussões das próximas três data-bases. O Executivo também oferece reajuste do cartão-alimentação de 17,62%, totalizando R$ 141,81 e mínimo do servidor estabelecido em R$ 750.
Durante a entrevista, Damon defendeu a proposta e disse ainda que o Governo vai atender às reivindicações dos servidores de ter cotas em um clube social e também uniformes. “Há quanto tempo eles pedem isso e não são atendidos? Nós vamos atender”, afirmou o pevista. Segundo o prefeito, o Valério pode ser usado para atender aos trabalhadores municipais.
O chefe do Executivo argumentou que preza pela transparência e pelo diálogo com o sindicato da categoria. Ele afirmou que o ato grevista organizado pelo Sintsepmi é “político-partidário”. “Nunca vi movimento antes do acordo fechado. Se eles estão organizando esse movimento, então é porque já consideram as negociações fechadas”, comentou.
Ainda de acordo com Damon, a Prefeitura vai deixar que as discussões sigam para o dissídio coletivo na Justiça do Trabalho. Caso haja a greve, as contratações de terceirizados atenderiam, especialmente, aos cargos de agentes comunitários de saúde e de endemias.
Pelos cálculos do Governo, a proposta mais recente geraria impacto de até R$ 12 milhões nas contas do município entre março e dezembro de 2013. O prefeito defende que não pode ultrapassar esse valor, pois colocaria em risco toda a gestão do município. “Eu não seria irresponsável em favorecer uma classe em detrimento aos interesses dos mais de 100 mil habitantes de Itabira”, disse.