Samba do Quinto promove tarde de música e cultura na Praça São Tomé, em Itabira

Evento gratuito será realizado neste sábado, no bairro Major Lage de Baixo, com apresentações de Jhessy, Lucão e Leozinho

Samba do Quinto promove tarde de música e cultura na Praça São Tomé, em Itabira
Foto: Divulgação
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A Praça São Tomé, no bairro Major Lage de Baixo, popularmente chamado de Caminho Novo, em Itabira, será o ponto de encontro de mais uma edição do Samba do Quinto neste sábado (17). Das 15h às 20h, o público poderá acompanhar apresentações de Jhessy, Lucão e Leozinho, com entrada gratuita.

Realizado pelo Instituto Alcântara, o projeto chega ao Major Lage de Baixo após passar pelos bairros Pará, Santa Tereza e Amazonas. O encontro será na área em frente à escadaria da Praça São Tomé, junto à rua Itambé, com a proposta de aproximar a programação cultural dos moradores.

O Samba do Quinto combina música e conteúdo educativo em um formato de aula-show. A iniciativa busca apresentar as origens do samba, destacar sua importância na cultura brasileira e estimular a convivência entre as comunidades por meio da ocupação dos espaços públicos.

Para Marcos Alcântara, diretor-presidente do Instituto Alcântara, a participação dos moradores e os resultados deixados em cada bairro são parte importante da proposta.

“O sucesso do Samba do Quinto está nas pessoas que chegam, participam e pedem para a gente voltar. Também está nas melhorias que deixamos nos bairros e no cuidado com os espaços que recebem o projeto. A gente quer que essa passagem faça diferença. Por isso, o Samba do Quinto é mais que um evento: é uma aula-show, que usa a música para falar da nossa história e das nossas raízes. Levar essa experiência gratuitamente aos bairros é trabalhar pela educação e pela democratização cultural, em sintonia com o Plano Decenal de Cultura. É fazer a cultura chegar perto de onde as pessoas vivem”, afirma.

Quem participou das edições anteriores também destaca a oportunidade de aproveitar atividades culturais sem precisar sair de sua região. A estudante Ana Gonçalves ressalta a importância da gratuidade e do acesso facilitado à programação.

“É muito bom ter uma programação assim, gratuita e num lugar onde todo mundo pode chegar. A gente encontra os amigos, escuta música e passa uma tarde diferente sem precisar ir para longe”, comenta.

Para Maria do Rosário, moradora do bairro Santa Tereza, os encontros também favorecem a convivência entre pessoas que vivem próximas, mas nem sempre conseguem se reunir. “A praça com música e os vizinhos reunidos fica diferente. Às vezes, a gente mora perto e quase não tem tempo de conversar. Um evento assim é uma oportunidade de sair de casa, encontrar as pessoas e aproveitar o bairro”, conta.

André Rodrigues, morador do bairro Amazonas, chama a atenção para a circulação do projeto por diferentes regiões da cidade e para a possibilidade de ampliar a participação dos moradores. “O que eu acho mais legal é o evento acontecer nos bairros. Facilita para quem mora ali e também traz gente de outras partes da cidade. A gente quer ver a nossa comunidade recebendo mais momentos assim, com música e espaço para todo mundo participar”, diz.

A realização desta edição conta com o apoio da Associação de Moradores do Bairro Major Lage de Baixo e da Prefeitura de Itabira, por meio da Secretaria de Governo.

Sobre o Instituto Alcântara

Com sede em Itabira, o Instituto Alcântara é uma organização sem fins lucrativos que atua nas áreas de cultura, educação e desenvolvimento social. Seus projetos buscam aproximar artistas e comunidades, valorizar a memória dos territórios e ampliar o acesso à cultura, com atenção às cidades marcadas pela mineração.

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