Sabatina na Globo: Flávio promete manter o fim da escala 6×1 e diz que só quer um mandato
No dia 23 de outubro, a TV Globo realizará o último debate entre os candidatos à Presidência da República no segundo turno das Eleições de 2026
Em entrevista na Globo nesta sexta-feira (16), à jornalista Renata Lo Prete, o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), prometeu manter o fim da escala 6×1, aprovado no Congresso Nacional nesta semana.
Tópicos da entrevista de Flávio Bolsonaro
Fim da escala 6×1: Flávio, que antes era contrário à alteração, votou favorável à escala 5×2, após ouvir trabalhadores em viagens pelo Brasil.
Ajuste fiscal: pretende cortar ao menos 10 ministérios, vender imóveis públicos e combater a corrupção para equilíbrio das contas do governo.
Salário mínimo e aposentadoria: promete manter o aumento do salário mínimo acima da inflação, e não vai desvincular o reajuste das aposentadorias do salário mínimo, nem eliminar o piso de investimento em saúde e educação.
Reforma do Judiciário: o candidato defende o impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes, por suposta atuação político-partidária e admite que o ministro Kassio Nunes Marques deve ser investigado por suspeita de ligação com o Banco Master.
Reeleição presidencial: afirma querer somente um mandato, mas deixa em aberto a duração desse mandato. Rejeitou mudanças que favoreçam candidaturas de familiares.
Sobre o filme Dark Horse: indagado do por que recorreu a Daniel Vorcaro e por que pediu R$ 134 milhões se o filme custou R$ 75 milhões, o senador respondeu que conversou com vários investidores e que o ex-dono do Master “aceitou fazer”, e que não cumpriu o contrato.
Pai no governo: afirma que não conversou com o pai sobre uma possível participação em um eventual governo, mas o tema “não está no radar”.
Irmão no governo: Eduardo Bolsonaro não será nomeado ministro das Relações Exteriores se for eleito.
Aliados investigados no Rio: se mostrou surpreso com as investigações e prisões de aliados suspeitos de ligação com milícias e tráfico de drogas no Rio de Janeiro.
Atos do 8 de janeiro: Não concorda com a caracterização dos atos como tentativa de golpe de Estado e defende punições proporcionais aos crimes.
Segurança pública e armas: defende ampliar o acesso da população a armas e criticou o Estatuto do Desarmamento.
Forças Armadas: pretende mobilizar militares e polícias estaduais no combate ao narcotráfico.
Ajuste fiscal: perguntado sobre propostas para um ajuste fiscal e equilíbrio das contas do governo, afirma que vai manter o reajuste do salário mínimo acima da inflação, além da regra que vincula o reajuste das aposentadorias ao salário mínimo. Nega mudanças na Constituição para eliminar os pisos de investimentos públicos nas áreas de saúde e educação.
“Tem circulado, de fato, muitas fake news, e esse é um importante momento para esclarecê-las, porque o meu concorrente está promovendo um verdadeiro terrorismo“.
Flávio disse que sem mexer nestas despesas, as medidas para chegar a um ajuste de R$ 200 bilhões nas contas públicas seriam cortar ao menos dez ministérios e o combate à corrupção e à má gestão nas estatais, além de gerar “receitas novas” com a venda de imóveis do governo federal, a securitização de dívidas e a exploração de petróleo na Margem Equatorial, na Foz do Amazonas.
“Se pegar os quase R$ 3 trilhões de dívidas que a União tema receber, isso pode ser securitizado, trazemos mais R$ 200 bilhões a mais de receita para esse orçamento por ano, para cada ano é possível alcançar essa cifra“.
Reforma do Judiciário e crítica a Moraes: Flávio afirmou que uma reforma do Judiciário deveria buscar a recuperação da credibilidade e mencionou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, a quem acusou de interferir em diferentes assuntos e perseguir adversários políticos.
“Do jeito que está hoje, de fato, nós temos que proteger a instituição Supremo Tribunal Federal. Não dá para um juiz como Alexandre de Moraes continuar dando canetada, interferindo em um monte de coisa, perseguindo adversários políticos do atual governo. Os amigos do Lula no STF se protegendo para que investigações não avancem sobre eles, isso é o que não dá mais. Eles acabaram com a credibilidade do Poder Judiciário”.
Questionado se vai respeitar o resultado das urnas se perder a eleição, Flávio Bolsonaro respondeu:
“Eu vou disputar as eleições com as regras que estão aí, independente de qual for o resultado, eu vou respeitar”.
Se num eventual governo, Flávio citou como medidas a participação do Exército e da Força Aérea Brasileira na fronteira com a Bolívia e a entrada do Brasil no Escudo das Américas, aliança liderada pelos Estados Unidos. “As Forças Armadas foram completamente sucateadas no atual governo”.
No dia 23 de outubro, a TV Globo realizará o último debate entre os candidatos à Presidência da República no segundo turno das Eleições de 2026.