Atlético perde para o City Torque, mas garante vaga na segunda final consecutiva da Sul-Americana
A sorte é que não havia mais tempo e a classificação veio mais pelo placar construído em Belo Horizonte
Depois de encaminhar a vaga na decisão com o 3 a 0 em casa no jogo de ida, o Atlético sofreu além da conta para garantir presença na segunda final consecutiva da Sul-Americana. Nesta quarta-feira, no estádio Centenário, no Uruguai, teve Alan Franco expulso, contou com boas defesas de Gabriel Delfim e sofreu um susto desnecessário no fim, com o Montevideo City Torque marcando dois gols nos acréscimos e sendo superado pelo placar de 2 a 0, mas avançando graças ao agregado de 3 a 2.
A vantagem ampla fez o Atlético fazer um jogo pouco propositivo, mas soube controlar o ímpeto dos uruguaios e novamente teve o goleiro Gabriel Delfim como grande personagem, principalmente no primeiro tempo.
Entretanto, o time mineiro se perdeu em campo e parecia que não tinha 3 a 0 no placar. Sofrendo de forma desnecessária, teve Alan Franco ser expulso após o segundo cartão amarelo e está fora da final. Com um a menos, viu a classificação praticamente fácil virar drama na reta final, com Kevin Silva e Kagelmacher descontando nos acréscimos e dando graças quando não havia mais tempo para os uruguaios buscarem o empate.
Coincidentemente o Atlético fará a final contra outro time argentino. O adversário será o Boca Juniors, que eliminou o Vasco, em 21 de novembro, no estádio Metropolitano Barranquilla, na Colômbia. Na edição de 2025, o time mineiro ficou com o vice-campeonato ao perder a decisão nos pênaltis para o Lanús-ARG.
Agora a equipe de Eduardo Domínguez vira a chave para o Campeonato Brasileiro, onde tem pela frente o Flamengo, às 20h, na segunda-feira, no Maracanã, encerrando a 32ª rodada.
Com grande vantagem, o Atlético se permitiu ficar sem a posse da bola e explorar o desespero do Montevideo. A estratégia não funcionou bem. Com o campo molhado pela chuva forte, os uruguaios chegavam com facilidade e o goleiro Gabriel Delfim passou a ser o grande personagem para segurar o placar agregado. Obregón ficou livre na área e o arqueiro fez grande defesa. No rebote, teve que espalmar a bomba de Silvera.
O lance acordou o time brasileiro, que, após a pausa para a hidratação, conseguiu se organizar defensivamente e fechou os espaços. Neutralizando as investidas dos mandantes, diminuiu o ímpeto uruguaio e passou a controlar o duelo. Na reta final, Delfim quase se complicou ao dominar a bola dentro da área, mas consertou o seu erro com outra boa defesa à queima roupa.
A possível bronca no vestiário fez o Atlético voltar com outra postura para o segundo tempo. Apesar de sofrer um susto logo no primeiro minuto, quando Delfim escorregou no tiro de meta e Lyanco salvou praticamente em cima da linha, o time mineiro passou a controlar mais a posse de bola. Com passes mais efetivos, armou bom ataque, com Cuello cruzando rasteiro, Vitor Hugo fazendo o corta-luz e Reinier mandando a bola no travessão
A superioridade brasileira durou pouco tempo. Depois da pausa para a hidratação, o City Torque voltou a ter o domínio do jogo e desestabilizou tanto o Atlético, que viu Alan Franco levar o segundo amarelo e ser expulso.
Com um a mais, os uruguaios foram para cima e descontaram com Kevin Silva, aos 43. A reta final foi tensa, quando Kagelmacher fez o segundo, aos 48. A sorte é que não havia mais tempo e a classificação veio mais pelo placar construído em Belo Horizonte.