EUA condicionam apoio financeiro à Argentina após 2027 caso o país se mantenha à direita
Milei já anunciou que vai tentar a reeleição para um segundo mandato em 2027
O embaixador dos Estados Unidos na Argentina, Peter Lamelas, disse nesta terça-feira (20), que a gestão Donald Trump vai manter apoio financeiro ao governo Javier Milei para projetos de investimento no país após 2027, “se o país se mantiver à direita”.
“Estamos avaliando outros projetos que poderiam mobilizar até US$ 20 bilhões, e isso não para por aí. Estamos prontos para continuar financiando, a partir dos Estados Unidos, para além de 2027,se a Argentina continuar avançando sempre para a frente e nunca para trás”.
A afirmação se deu em Neuquén, no sul do país.
O montante quase triplica o pacote de US$ 7 bilhões acordado em setembro para projetos de infraestrutura no âmbito da iniciativa “Corredor-Andes-Atlântico”, voltada, principalmente, para o desenvolvimento de Vaca Muerta, uma enorme jazida de hidrocarbonetos não convencionais no sul da Argentina.
Segundo Lamelas, “o dinheiro estará disponível até 2027. Depois veremos o que acontece”, disse, fazendo alusão às eleições presidenciais do país que ocorrem no segundo semestre do ano que vem.
Milei já anunciou que vai tentar a reeleição para um segundo mandato.
“Estamos apoiando este governo e o povo argentino, desde que sigam a direção correta: rumo à direita, e não à esquerda”, reiterou o embaixador, sem especificar os prazos e a quais projetos os recursos seriam destinados.
Milei é um dos aliados do presidente Donald Trump na América Latina, que retribuiu esse apoio há um ano, assinando um acordo de troca de moedas (swap cambial) de US$ 20 bilhões entre Buenos Aires e o Departamento do Tesouro norte-americano, valor que ajudou a acalmar as turbulências cambiais que Milei enfrentava eleições legislativas decisivas.
O partido do presidente argentino venceu as eleições e conquistou um peso legislativo que o permite governar e avançar nas reformas pretendidas.