Diarista acusada de matar casal de idosos em BH continua presa após decisão do STJ

Ministro não identificou ilegalidade evidente na prisão para conceder a liminar; análise definitiva do habeas corpus ainda está pendente.

Diarista acusada de matar casal de idosos em BH continua presa após decisão do STJ
Foto: Reprodução/Redes sociais

A diarista Paola Stefany Neto Cirino continuará presa preventivamente enquanto aguarda a análise definitiva do pedido de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Corte negou a solicitação de liberdade provisória apresentada pelos advogados da acusada de latrocínio contra um casal de idosos no bairro São Pedro, em Belo Horizonte.

O pedido foi analisado pelo ministro Messod Azulay Neto, que publicou a decisão nesta quinta-feira (22). A defesa buscava reverter a prisão preventiva ou, alternativamente, substituí-la por medidas cautelares, como o monitoramento eletrônico.

Ao analisar o pedido, o ministro afirmou que não identificou, em uma avaliação preliminar, elementos suficientes para reconhecer uma ilegalidade evidente na prisão ou justificar a concessão da liminar. Segundo a decisão, é necessário examinar os elementos do processo para verificar as irregularidades apontadas pela defesa.

O caso chegou ao STJ depois que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) também negou a soltura de Paola. Após a decisão mais recente, o tribunal superior solicitou informações às instâncias anteriores. O juiz Alexandre Magno, da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte, respondeu na quarta-feira (21).

A próxima etapa é o envio do processo ao Ministério Público Federal (MPF), responsável por apresentar um parecer antes do andamento da análise. A negativa da liminar não encerra o caso, e o habeas corpus ainda será julgado definitivamente.

Em nota, o advogado Bruno Corrêa Lemos afirmou que a defesa seguirá trabalhando para garantir os direitos de Paola, incluindo a ampla defesa, o contraditório e o direito a um julgamento justo.