Educação: Itabira sobe para 6,0 no Ideb dos anos iniciais e mantém nota nos anos finais

Secretária de Educação atribui avanço nos primeiros anos do ensino fundamental a ações pedagógicas e aponta recuperação da aprendizagem como desafio após a pandemia

Educação: Itabira sobe para 6,0 no Ideb dos anos iniciais e mantém nota nos anos finais
Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil
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A rede municipal de ensino de Itabira avançou no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos iniciais do ensino fundamental, mas não conseguiu melhorar o resultado dos anos finais. Os dados foram apresentados pela secretária municipal de Educação, Rejane Pena, durante prestação de contas à Câmara Municipal, na terça-feira (27).

Nos anos iniciais, o índice passou de 5,5, em 2023, para 6,0, em 2025. Já nos anos finais, o resultado permaneceu em 5,0, mesmo patamar da avaliação anterior. Segundo a secretária, a recuperação da aprendizagem dos estudantes afetados pela pandemia de Covid-19 continua sendo um dos desafios da rede.

O Ideb combina informações sobre o fluxo escolar, como aprovação, com o desempenho dos estudantes em avaliações nacionais. Por isso, a evolução do indicador depende tanto da aprendizagem quanto da trajetória dos alunos dentro do sistema de ensino.

Durante a apresentação, Rejane destacou que a rede municipal atende quase 9.500 estudantes e tem escolas distribuídas entre as áreas urbana e rural. Para ela, a melhora de meio ponto nos anos iniciais é relevante nesse contexto, enquanto a manutenção do índice nos anos finais indica a necessidade de avançar no trabalho pedagógico.

Questionada sobre as medidas para elevar os resultados, a secretária afirmou que a Secretaria de Educação passou a direcionar atenção específica às escolas com maiores dificuldades de aprendizagem. O acompanhamento considera as áreas em que os estudantes apresentam mais defasagens, como alfabetização, leitura, escrita e matemática. 

De acordo com Rejane, as unidades com maiores dificuldades recebem visitas semanais da equipe pedagógica especializada. Nas escolas com resultados mais satisfatórios, o acompanhamento ocorre quinzenalmente ou mensalmente. A rede também desenvolve programas de formação continuada para professores e ações voltadas à alfabetização na idade adequada. Segundo ela, entre as iniciativas está o programa Alfabetização no Tempo Certo, que prevê formação dos educadores, acompanhamento pedagógico sistemático nas turmas de primeiro e segundo anos e avaliação contínua dos indicadores de fluência e aprendizagem.

A secretária também mencionou o trabalho realizado na educação infantil como parte da estratégia para melhorar o desempenho futuro dos estudantes. A avaliação da pasta é que o desenvolvimento das habilidades desde os primeiros anos pode contribuir para que as crianças cheguem ao ensino fundamental com uma base mais sólida.

Outra medida apontada pela Secretaria de Educação é a expansão progressiva do ensino em tempo integral. Segundo Rejane, a ampliação prevista para o próximo ano terá foco nos anos iniciais do ensino fundamental, dando continuidade ao atendimento já oferecido na educação infantil.

A proposta é aumentar o tempo de permanência dos alunos na escola e ampliar as oportunidades de aprendizagem. A secretária, no entanto, ponderou que a jornada ampliada precisa ser acompanhada de atividades de qualidade para produzir resultados efetivos.

“Mais tempo na escola nem sempre significa maior aprendizagem”, afirmou Rejane ao comentar a necessidade de combinar a ampliação da jornada com atendimento adequado, formação dos professores e acompanhamento individual dos estudantes.