Alcolumbre planeja indulto ou anistia a Bolsonaro por votos pela presidência do Senado

Aliados afirmam que o plano também deve aguardar as consequências da fuga de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil

Alcolumbre planeja indulto ou anistia a Bolsonaro por votos pela presidência do Senado
David Alcolumbre tenta se manter na presidência do Senado- Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pretende propor um indulto ou anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em troca do apoio da direita à sua reeleição à presidência do legislativo, segundo dois aliados. A ideia é também estancar  a pressão pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A nova bancada da direita que assume o Senado em fevereiro foi eleita com um discurso baseado em ataques à Corte Suprema e no afastamento de ministros do STF, principalmente Alexandre de Moraes, relator do processo que condenou Bolsonaro.

Alcolumbre se opõe ao impeachment e tenta contornar isso para se manter no cargo por mais dois anos, com um plano de envolver os três Poderes numa “pacificação do país” após a eleição presidencial.

Alcolumbre afirmou a aliados que pretende conversar com o presidente Lula (PT) para defender um indulto humanitário a Bolsonaro, preso desde agosto de 2025 pela participação numa tentativa de golpe de Estado.

A parlamentares, Alcolumbre disse que vai esperar a eleição “decantar” para procurar o presidente Lula e defender um indulto- um ato de clemência que só pode ser concedido pelo petista.

Aliados afirmam que o plano também deve aguardar as consequências da fuga de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil antes de ser colocado em prática.

Se houver concordância do presidente Lula ao indulto, Alcolumbre vai trabalhar para que uma anistia seja aprovada pelo Congresso.

A direita cobrou dele a votação desse perdão durante a atual legislatura, mas ele articulou uma alternativa mais branda, que permite a redução das penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e foi aprovada no fim do ano passado.

À época, a discussão ocorreu paralelamente ao julgamento de Bolsonaro e outros líderes da trama golpista pelo STF.

*Fonte: ICL Notícias