Motorista de Ferros morto em acidente na 381 era ativista pela duplicação da rodovia
Beijinho (em destaque) participou de manifestações pela duplicação da 381
O motorista José Edson Miranda, o Beijinho, 47 anos, que morreu em um acidente na BR-381, na última terça-feira, 12 de março, era ativista pela duplicação da rodovia. Ele dirigia o micro-ônibus do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Centro Leste (Ciscel) que foi atingido de frente por uma carreta na contramão. A tragédia aconteceu em Caeté e matou outras duas pessoas.
Beijinho participou das manifestações pela duplicação da BR-381 que tiveram início em 2009, depois que uma van que voltava de Belo Horizonte matou o motorista e cinco estudantes de Caeté. A partir dessa tragédia, um grupo de manifestantes organizava, mensalmente, paralizações em pontos estratégicos da rodovia. Entre eles estava o motorista José Edson.
Beijinho era motorista da Prefeitura de Ferros há 30 anos, sempre elogiado pelo comprometimento e prudência no transporte de passageiros. No Ciscel, o profissional estava desde a criação do consórcio.
O acidente que matou José Édson envolveu uma carreta e o micro-ônibus do Ciscel que levava pacientes para consultas em Belo Horizonte. No veículo estavam 11 ferrenses e outros 11 santa-marienses, além do motorista e do auxiliar de bordo. A carreta dirigida por Vicente de Paula Batista, 52 anos, invadiu a contramão durante uma ultrapassagem em local proibido e bateu de frente com o micro-ônibus. O veículo do Ciscel foi jogado em uma ribanceira de 30m. Além de José Édson morreram a santa-mariense Maria Cecília da Mota, 40 anos, e a ferrense Valéria Xavier de Almeida, 35.
Sepultamento
Em um ambiente de muita comoção, foram sepultados, simultaneamente, no cemitério da Igreja São José, em Ferros, na manhã desta quinta-feira, 14 de março, os corpos dos ferrenses vítimas do grave acidente da última terça. José Edson e Valéria foram enterrados sob aplausos de familiares, amigos e de pessoas comovidas com a tragédia que compareceram em grande número.