Marco Antônio Lage participa de conselho nacional sobre futuro da mineração
Prefeito de Itabira defendeu a industrialização dos minerais brasileiros e a geração de benefícios econômicos para os municípios mineradores durante encontro no Palácio do Planalto.

O prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB), participou nesta quinta-feira (5), no Palácio do Planalto, em Brasília, da primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos. No encontro, ele defendeu a industrialização dos minerais no Brasil e a geração de benefícios econômicos para os municípios mineradores.
Presidente da AMIG Brasil e membro titular do Conselho, Marco Lage foi um dos três participantes que tiveram espaço de fala durante a reunião. Em sua manifestação, destacou a inclusão dos municípios nas discussões sobre o setor mineral e defendeu que a exploração dos recursos naturais seja acompanhada de investimentos nos territórios onde ocorre a atividade.
Durante o encontro, o prefeito apontou o que considera dois dos principais conflitos da mineração: o “entreguismo” dos minerais brasileiros e a falta de legado para os territórios onde ocorre a atividade.
“E o que eu vejo aqui agora é que, pela primeira vez também na história, um presidente da República defende a tese que os municípios, que as comunidades sempre defenderam nessas décadas, que é a agregação de valor ao produto, aos nossos minerais”, afirmou.
Durante a fala, Marco Lage utilizou Itabira como exemplo dos desafios enfrentados por municípios que dependem da mineração. Ele lembrou que a Vale já anunciou a exaustão mineral da cidade para os próximos anos.
Segundo o prefeito, cerca de 90% da economia local ainda está vinculada à empresa e ao setor mineral. Ele alertou para o risco de esvaziamento e empobrecimento do município caso não haja diversificação econômica.
“É a industrialização dos nossos minerais que vai resolver todos esses conflitos, porque agrega valor, ele prepara as nossas gerações, os nossos jovens”, declarou.
O prefeito também defendeu que institutos técnicos federais e universidades contribuam para a formação de profissionais nos territórios mineradores. A proposta, segundo ele, é ampliar as oportunidades de trabalho e preparar as próximas gerações para novas atividades econômicas.