Aposentado que matou esposa com canivete pega 10 anos de prisão

Mauro Lúcio alegou ter ingerido bebida alcoólica em excesso, mas o argumento não sensibilizou os jurados

Aposentado que matou esposa com canivete pega 10 anos de prisão

O aposentado Mauro Lúcio Gonçalves, de 41 anos, que matou sua esposa, Valdirene Aparecida Rosa Gonçalves, 36, com um golpe de canivete no peito, foi condenado por júri popular e terá que cumprir pena de 10 anos e 6 meses de prisão. O crime aconteceu na noite do dia 16 de julho de 2011, na porta da casa onde o casal morava, na rua dos Comerciantes, bairro Gabiroba, em Itabira.  

Mauro Lúcio – que havia sido preso em flagrante na noite do crime – foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri Popular, no Fórum Desembargador Drumond, na manhã desta quarta-feira, 6, e terá que cumprir pelo menos mais 9 anos e dois meses de reclusão em regime fechado.

De acordo com informações no fórum, a sentença proferida pela juíza de Direito, Christiane de Almeida Alvim, logo após a decisão dos jurados – já no início da tarde – teve como agravante o fato de ser crime contra a mulher.      

Durante o julgamento, Mauro Lúcio alegou em defesa própria “não se lembrar dos fatos, por ter ingerido uma grande quantidade de bebidas alcoólicas” no dia do crime. A alegação, entretanto, não sensibilizou os jurados e muito menos a juíza Christiane Alvim.  

O aposentado foi defendido pelos advogados Vandercí Barbosa e Rosângela das Dores Coelho. Já a acusação ficou a cargo do promotor de Justiça Marino Cota Martins Teixeira Filho.

A morte

Valdirene Aparecida morreu no Pronto-Socorro Municipal, na manhã do domingo, 17 de julho, menos de um dia após a agressão do marido. De acordo com o laudo necropcial, Valdirene morreu em razão de choque hipovolêmico secundário (diminuição do volume de plasma sanguíneo) e trauma cardíaco causado pela perfuração do canivete.