Mercado Municipal desperta preocupação de autoridades e corre risco de interdição

Prédio do Mercado Municipal é antigo e precisa de adaptações

Mercado Municipal desperta preocupação de autoridades e corre risco de interdição

O prefeito de Itabira, Damon Lázaro de Sena (PV), participou rapidamente da audiência pública realizada no auditório da Prefeitura na tarde dessa quarta-feira, 27 de fevereiro, para apresentação das diretrizes do Plano Municipal de Redução de Risco. Em breve discurso, o chefe do Executivo demonstrou toda a sua preocupação com a segurança do prédio que abriga o Mercado Municipal Caio Martins da Costa, na avenida João Pinheiro, e deixou no ar uma possível intervenção do Poder Público no local. 

"Tivemos no mês passado uma grande tragédia no Rio Grande do Sul e justamente hoje os moradores de Santa Maria estão fazendo protestos em frente a boate Kiss. Aqui em Itabira temos o Mercado Municipal que me causa muita preocupação por causa do grande risco de incêndio", afirmou o prefeito. "Temos que fazer o que tem que ser feito, com o menor trauma possível", completou, indicando que alguma medida pode ser tomada. 

O Mercado Municipal é um prédio antigo. O local já passou por algumas reformas, mas ainda requer adaptações, especialmente na parte elétrica. O prédio já foi notificado duas vezes, segundo o comandante do Corpo de Bombeiros de Itabira, tenente Elizeu Washington. Ele também demonstra muita preocupação com a possibilidade de uma tragédia no local. 

O Corpo de Bombeiros fez a última vistoria no Mercado Municipal no fim do ano passado e deu um prazo de 60 dias para que medidas fossem tomadas. Caso isso não ocorra, o prédio pode ser lacrado pela corporação. 

"A preocupação é pertinente, o local não tem qualquer tipo de projeto. Logicamente que alguma providência deve ser tomada", disse o comandante. O tenente, porém, lembra do imbróglio jurídico que envolve o Mercado Municipal. "Infelizmente tem a briga jurídica. A gente não sabe de quem é aquele prédio. Isso precisa ser resolvido para que tomemos medidas mais eficazes", lamentou. 

O comandante disse que o processo de reintegração de posse era necessário para que as adequações fossem feitas no Mercado Municipal. A ordem judicial iria ser cumprida, mas, um dia antes, os lojistas conseguiram liminares no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para emperrar o processo que começou a tramitar depois de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela Prefeitura de Itabira por sugestão do Ministério Público.