Proprietário da Casa do João diz que é favorável às vistorias dos bombeiros

Aviso de férias coletivas afixado na porta do estabelecimento

Proprietário da Casa do João diz que é favorável às vistorias dos bombeiros

Mesmo recebendo uma notificação para adequação do espaço na noite da última sexta-feira, 1º de fevereiro, pelo 4º Pelotão do Corpo de Bombeiros, o proprietário do Bar do João, José Bragança Guerra, o Zezinho, viu de maneira positiva a medida tomada pelos bombeiros. “É normal. Tem que fazer vistorias mesmo em todo local público, como restaurantes, lanchonetes e qualquer lugar onde tenha grandes aglomerações de pessoas”.

Conforme explicou à DeFato Online, no momento o estabelecimento se encontra fechado devido às férias coletivas que ocorrem duas vezes no ano, que coincidiram com a interdição. Zezinho afirmou que já estava em seus planos fazer as modificações na casa de shows que tem capacidade máxima para 180 pessoas. “Já é de praxe termos férias coletivas na época do Carnaval e do Festival de Inverno. A gente até se antecipou”, esclareceu.
 
Sobre o argumento do tenente Eliseu Washington Gonçalves Marques, a respeito das dificuldades de adequação por se tratar de um prédio histórico, Zezinho explica: “O prédio é só de fachada histórica, só sua fachada é tombada pelo Patrimônio Municipal, mas a estrutura é de 2003”.
 
A exigência é que se faça um projeto de engenharia, para ser apresentado aos bombeiros, que se aprovado, terá o aval para as modificações. Com prazo máximo de 60 dias para adequação do espaço à regulamentação vigente, uma empresa de engenharia já foi procurada pelo empresário para fazer o projeto. Zezinho, porém, ainda não sabe informar quando entregará o documento aos militares, já que “é uma parte burocrática” e não depende dele somente. O proprietário afirmou que o investimento não será tão alto.
 
Motivos da interdição
A casa de shows foi notificada porque a porta de saída de emergência não está dentro das dimensões adequadas e com abertura para dentro, o que em qualquer iminência de fuga dificulta a evasão. Outro problema encontrado no estabelecimento são os quatro extintores de incêndio que estão vencidos e alguns, inadequados para determinadas situações. Zezinho afirmou que além da adequação da porta, vai adquirir extintores a mais do que a legislação exige.