Mudança da central do Samu para BH vai reduzir tempo de resposta, garante prefeito

Damon e Reynaldo Damasceno, secretário de Saúde, explicaram os benefícios da mudança

Mudança da central do Samu para BH vai reduzir tempo de resposta, garante prefeito

O prefeito de Itabira, Damon Lázaro de Sena (PV), convidou a imprensa para sua primeira coletiva na tarde desta quarta-feira, 9 de janeiro, com o objetivo de esclarecer um assunto de grande importância para a população: as alterações no Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu). Acompanhado do secretário de Saúde, Reynaldo Damasceno, Damon deu explicações detalhadas sobre a mudança da central de regulação (onde caem as ligações) para Belo Horizonte e afirmou que, ao contrário do que teme a população, o atendimento será mais rápido.

O Consórcio Intermunicipal Aliança pela Saúde (Cias), da qual Itabira fará parte, será o gestor do processo, que envolve 104 municípios. “De todas as cidades de médio/grande porte, apenas Itabira ainda resistia”, afirmou o secretário. “Não é possível que apenas Itabira esteja certa nesse contexto”, completou Damon.
 
Prefeito e secretário disseram que a cidade tem muito a ganhar. Trata-se, segundo eles, de um alinhamento com o Estado, que já trabalha neste projeto de centralização há alguns anos. Segundo Reynaldo, não haverá comprometimento no tempo de resposta aos chamados, porque a tecnologia, operacionalizada por uma equipe capacitada, estará a favor dos cidadãos.
 
Ambulâncias ficarão em Itabira
As ambulâncias, que ficarão onde estão, serão equipadas com GPS e, quando houver um acionamento, de qualquer que seja a cidade – ou rodovias, como o caso da BR-381 – quem atender acionará o veículo mais próximo para prestar os atendimentos no menor tempo possível. Como o Consórcio prevê a aquisição de mais 60 ambulâncias para a macrorregião, espera-se que o serviço seja otimizado. Há, inclusive, projeto para aquisição de helicópteros.
 
Segundo Reynaldo, a intenção é integrar a rede de urgência e emergência. “Hoje as centrais têm dificuldades”, afirma. Ele deu um exemplo: acontece um acidente na estrada de Itabira a Nova Era. O Samu hoje chega lá e, como não há nenhuma integração, traz os feridos para Itabira – sendo o caso grave, gravíssimo ou não. Quando Itabira não pode atender, é acionado Belo Horizonte e um helicóptero busca o paciente.
 
Na opinião dos gestores itabiranos, perde-se muito tempo nesse processo. Com a integração do sistema, o paciente grave seria levado direto para BH ou outra unidade que atendesse o que Itabira não tem condições de atender. Não seria perdido tempo, que pode significar a vida ou a morte de uma pessoa.
 
Segundo Damon, ainda será composta a diretoria do Consórcio. A mudança de todos os procedimentos deve demorar aproximadamente um ano. A central de regulação do Samu de Itabira está prevista para ser transferida para a capital no final deste ano – até lá, continua tudo como está. Quando a mudança ocorrer, todas as ligações feitas pelo 192 cairão na capital.

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