O novo presidente
Uma campanha tranquila e com foco na participação ativa levou o advogado Fabiano Penido de Alvarenga a ser eleito presidente da 52ª subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Itabira. Com 135 votos, contra 78 do adversário, o atual presidente Edvar Jorge de Oliveira, ele foi escolhido no último dia 24 de […]
Uma campanha tranquila e com foco na participação ativa levou o advogado Fabiano Penido de Alvarenga a ser eleito presidente da 52ª subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Itabira. Com 135 votos, contra 78 do adversário, o atual presidente Edvar Jorge de Oliveira, ele foi escolhido no último dia 24 de novembro para representar a entidade por três anos. Entre os 218 eleitores, três votos nulos e um branco.
Fabiano tem 39 anos, é casado com a nutricionista Sandra de Alvarenga, é pai de Luiza, 5 anos, Helena, 2, e padrasto de Paula, 18 e Gabriel, 14. O advogado é itabirano e integra uma família de tradição na área da Medicina, já que o avô e três tios são médicos. Do pai, Mauro Márcio de Alvarenga, advogado há 45 anos, herdou a vocação para o Direito. Fabiano formou-se em 1997, pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/MG), e pós graduou-se em Direito Econômico e da Empresa, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em Brasília.
Para convencer os advogados a lhe creditar o voto, Fabiano fez contatos via e-mail e a partir de uma lista, procurou cada um, apresentando suas propostas. Da vitória sobre o adversário que buscava a reeleição, Fabiano declara: “Atribuo a uma vontade de renovação, de trazer o apoio do advogado jovem e de mostrar que a gente também tem a capacidade de fazer uma boa gestão frente à OAB”. Fabiano destaca que para o processo de administração, tentará envolver maior participação do estagiário em Direito, trazer mais juízes e as comissões internas em uma participação mais efetiva.
Apesar de o presidente da OAB de Minas Gerais, Luis Cláudio da Silva Chaves, ter declarado apoio ao concorrente logo no início do processo de campanha, Fabiano mantém um bom relacionamento com o advogado e pretende estreitar mais os laços. O itabirano enviou uma carta parabenizando a vitória do presidente da OAB estadual e o convidou a participarem juntos do processo de melhorias da classe, além de reivindicar uma reunião com o mesmo, para breve. Com uma parceria formalizada, representa menor dificuldade em se conseguir recursos para a cidade, principalmente porque ir ao Tribunal de Justiça, por exemplo, se faz necessário com a participação do presidente da seccional para receber os investimentos. Na esfera municipal, o posicionamento do prefeito eleito, Damon Lázaro de Sena (PV), também deixa clara a intenção de ajudar a entidade, já que ele compareceu à OAB e parabenizou ao advogado pela vitória. “Nossa relação vai ser de proximidade, ele já mandou uma carta de parabenização, nos convidando a participar de movimentos, do processo mesmo”.
Novo Fórum
Sob o lema de campanha, “OAB forte e participativa”, Fabiano alinhou duas propostas mais relevantes: a participação efetiva da Ordem na sociedade e a busca pela construção do novo Fórum da Comarca de Itabira. Na prática, ele afirma que sua gestão será de participação popular e atuação em benefício da sociedade. “Nomearemos pessoas realmente interessadas em participar com liberdade e voz ativa, e também, perante tudo que acontecer em sociedade e a gente perceber que o Jurídico pode participar, nós nos manifestaremos favoráveis”. Para viabilizar a construção da sede do Fórum, ele destaca as reivindicações. “Uma das propostas que nós fizemos foi uma denúncia ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), constando o caos que é a prestação judicional em Itabira. Temos um acervo brutal. Não basta só construir o Fórum, precisamos de novas varas, mais juízes e mais servidores”, propôs.
Ele é convicto de que os três anos à frente da entidade serão suficientes para implementar seus projetos, exatamente por não terem sido “faraônicos” como diz. Mas para isso, precisará da atuação da classe jurídica. E mais uma vez, bate na tecla da participação: “Não adianta só a OAB, não é só o presidente. Nós precisamos realmente de uma classe forte, justamente para serem ouvidas as reivindicações. Senão, vai ser a palavra de um presidente que não vai ecoar em lugar algum”.