Projetos de abastecimento de água caminham
Captação na barragem Santana é um dos projetos emergenciais
A Comissão da Água se reuniu essa semana mais uma vez para discutir a solução do abastecimento em Itabira – a curto/médio e longo prazo – na Câmara Municipal. Informações atualizadas sobre o andamento dos três projetos de captação em andamento, dois a curto/médio prazo, foram apresentadas com otimismo. As captações na barragem Santana e no rio de Peixe, que prometem remediar a situação até a solução definitiva, avançam aos poucos.
No rio de Peixe, as últimas informações são animadoras. Embora a família dona de um terreno a ser desapropriado tenha preferido resolver a questão na Justiça, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) já pode fazer as medições e limpeza da área onde será construída a estação de captação. De acordo com Gilberto Magalhães, procurador Jurídico do município, a indenização oferecida pela prefeitura não foi do agrado dos donos do terreno, por isso recorreram aos meios judiciais, mas eles não pretendem travar os processos. Uma certidão atualizada da área, que fica no bairro Ribeira de Cima, perto do rio, já foi pedida ao Cartório de Imóveis.
A captação no rio de Peixe prevê aumentar o abastecimento da cidade em 60 litros por segundo (l/s) – hoje a vazão total é de 385 l/s. O investimento será de R$ 3,5 milhões, recursos próprios. Já um há uma adutora antiga que pode levar a água da estação a ser construída até o distrito industrial, onde também está a Unifei. Outra adutora será instalada para abastecer o reservatório do bairro Fênix.
O projeto da barragem Santana, da Vale, custará cerca de R$ 10 milhões – recursos ainda desconhecidos. O representante da mineradora, Joaquim Toledo, esteve na reunião e explicou que a empresa cedeu a prefeitura parte de sua outorga, de 100 l/s. O projeto também é emergencial e está em fase de elaboração em conjunto com a Vale. A barragem Santana adicionaria cerca de 25% de água ao sistema do Saae.
A água proveniente da barragem será tratada na estação dos Gatos, que precisará ser ampliada. Depois do tratamento, abastecerá o reservatório do Campestre, que também precisa de reformas. Segundo Joaquim, há uma vantagem: a vazão não sofrerá redução na época de seca. Os 100 l/s cedidos ao município fazem parte da outorga de 450 l/s da mineradora, utilizados na usina Cauê. Os processos estão sendo oficializados junto ao Igam.
Definitivo
O projeto de captação no rio Tanque, que é a solução definitiva para Itabira, continua dependendo da burocracia. A verba de R$ 1,22 milhão do PAC2 para execução do projeto executivo ainda espera aprovações técnicas da Caixa Econômica Federal. Só com o dinheiro em mãos será possível contratar a empresa especializada que fará o projeto. A partir de então será possível buscar recursos para construir o sistema de captação de fato, que custará aproximadamente R$ 50 milhões. Os vereadores integrantes da comissão já acionaram seus contatos políticos para agilizar os processos.