Dengue: índice de infestação predial é de 0,81%, mas situação de 12 bairros ainda é preocupante

Apesar do índice baixo, dengue ainda preocupa

Dengue: índice de infestação predial é de 0,81%, mas situação de 12 bairros ainda é preocupante

A Prefeitura de Itabira divulgou ontem, 24, o resultado do último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (Liraa) do ano. O índice geral do município ficou em 0,81%, percentual considerado satisfatório pela Organização Mundial de Saúde (OMS), porém, a situação de 12 bairros ainda é preocupante.

A situação mais alarmante é da região próxima à estação ferroviária, onde o índice é de 16,66%. Também estão em situação de risco os bairros próximos à área verde (9,09%), Santa Marta (6%), São Pedro (3,70%), Machado (3,33%), Cônego Guilhermino (2,78%), Nossa Senhora das Oliveiras (2,70%), Santa Ruth e João XXIII (2,50%), Amazonas (2,22%), Fênix (1,63%) e Gabiroba (1,14%). No Juca Rosa, o índice de infestação predial foi de 0,34%. Nos demais bairros não foi encontrado foco do mosquito Aedes aegypti.
 
Para a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde, Thereza Cristina de Oliveira Andrade Horta, a Prefeitura continua em alerta e promovendo todas as ações necessárias para manter o controle. Conforme avalia, em outubro, a tendência é de que o índice de infestação seja menor, pois as condições climáticas favorecem índices mais baixos. Porém, o Município e a população têm que continuar em alerta e promover todas as ações possíveis para evitar um agravamento da situação.
 
“Na verdade, neste período os índices realmente são menores, mas a tendência é de que eles aumentem em janeiro, pois é no verão que o ciclo se completa e a proliferação do mosquito aumenta, com as condições ideais de chuva e calor. Temos que permanecer em alerta constante e não descuidar nem um momento das medidas preventivas”, alerta.
 
Thereza Cristina pede, ainda, que a população não deixe acumular água em pneus, garrafas e outros recipientes vazios que ficarem expostos à chuva e que possam servir de criadouros do mosquito, considerando que os ovos podem viver até mais de um ano nestes reservatórios e que eles vão completar o ciclo com a presença da água. Conforme explica, é neste período que a população tem que adotar atitudes para evitar uma situação crítica em janeiro. “É muito importante que a população faça a sua parte, inclusive, lavando recipientes que acumulam água, porque os ovos podem ficar depositados nas paredes destes utensílios. Sozinho, o Poder Público não consegue eliminar a dengue”, finaliza Thereza Horta.

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