Eles não são obrigados, mas fazem questão de votar

Maria Linhares, 82 anos, Rodney Rodrigo, 17, e Larissa Lage, 16, não precisam votar, mas irão às urnas neste domingo

Eles não são obrigados, mas fazem questão de votar

 

Eleger um candidato para um cargo público, de maneira consciente, mesmo sem a obrigatoriedade, é fundamental para a democracia. Cidadãos com mais de 18 anos e menos de 70 são obrigados a votar, mas pessoas fora destes parâmetros também podem exercer a democracia. E muitos brasileiros, mesmo sem a obrigatoriedade, vão às urnas neste domingo.
 
É o caso de Rodney Rodrigo de Alencar, de 17 anos. O jovem diz que nestas eleições escolheu registrar seu voto porque deseja ser um dos responsáveis por eleger pessoas capacitadas. O rapaz revela que já tem seus candidatos, tanto para prefeito quanto para vereador, e se mostra consciente, já que conhece as propostas de seus escolhidos. Para Rodney, honestidade é um dos critérios primordiais ao se optar por um determinado candidato. “Queria que mais jovens pensassem como eu, para colocar no governo políticos com capacidade e boa conduta”, afirma.
 
Aos 16 anos, a estudante Larissa Lage também compartilha da atitude de Rodney. Iniciante na urna, a adolescente está certa da relevância de seu voto.  “Acho importante exercer minha cidadania e ajudar pessoas competentes a melhorar nossa cidade”, diz. Larissa tem o exemplo em casa e os pais são os principais incentivadores. Determinada, já sabe em quem votar e afirma não ter medo de se arrepender. “Minha escolha foi muito bem pensada por conhecer bem as propostas do meu candidato”.
 
Sem embaraços com a tecnologia
Com oito filhos, 19 netos e quatro bisnetos, dona Maria Linhares Lage é um exemplo a ser seguido.  Aos 84 anos, é uma veterana das urnas, sem nenhuma ausência, tanto que já nem se lembra de quantas vezes entrou em uma cabine eleitoral.  Em 2008 ela estava com reumatismo, mas não abriu mão de seu direito de cidadã.
 
Com total apoio dos filhos, que a levam até a seção eleitoral, dona Maria já decidiu seu candidato e conta o que leva em consideração na escolha: “Olho se ele é um bom candidato e seu passado. Também me instruo em conversas com as pessoas”, comenta. Para ela, a tecnologia das urnas eletrônicas nunca foi um “bicho-de-sete-cabeças”. “Voto sempre porque sou cidadã, é muito importante. Votando, temos o direito de cobrar direitos como saúde e educação depois”, resume.