Lifa não terá convênio firmado com a Prefeitura neste ano

Samuel e seu vice, Paulo Roberto, terão de pensar soluções para o Amador

Lifa não terá convênio firmado com a Prefeitura neste ano
A Prefeitura não vai assinar o convênio com a Liga de Futebol Amador (Lifa). A notícia já foi repassada ao presidente da Liga, Samuel Carlos de Pádua, pelo Secretário Municipal de Esportes, Oldeni José dos Santos. O motivo da não liberação de recurso é um parecer jurídico do consultor Tadahiro Tsubouchi, que aconselha que em ano eleitoral o Executivo não firme convênio com entidades que já não estejam conveniadas com a Prefeitura. Só é permitida a renovação de contratos. Do contrário, um processo contra os gestores do município poderia ser gerado por suposto uso dos cofres públicos para favorecimento nas eleições.

Essa dificuldade já havia sido apresentada pelo ouvidor da Prefeitura, Geraldo Martins da Costa, o Lado, no ano passado, quando Samuel lançou a candidatura à presidência da Lifa. Na época, Lado comentou que o Campeonato Amador teria que ser realizado em 2011 de qualquer maneira para que o convênio fosse mantido e pudesse ser renovado em 2012. Como isso não aconteceu, o contrato expirou.

Segundo o atual presidente da Lifa, mesmo sem o recurso público, o campeonato será realizado neste ano. Para isso, Samuel tem buscado parcerias com entidades privadas e já está sendo organizado um evento para arrecadar recursos para a entidade. “Vamos realizar uma cervejada que será divulgada em breve. Precisamos fazer este evento o quanto antes. Além disso, depois realizaremos uma rifa com diversos prêmios para nos ajudar. Prometi que este ano teria o Campeonato Amador e terá”, garante.

A novela

Os problemas para obtenção de recursos da Prefeitura começou em 2010, quando o ex-presidente da entidade, Francisco das Graças Bernardino se recusou a filiar a Lifa junto ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), exigência para receber o dinheiro público. Por isso, o convênio não foi renovado.

Em 2011, a Prefeitura tentou solucionar os problemas para o repasse do convênio. Por meio do Centro Esportivo e Formação de Atletas (Cefa), entidade na qual o Executivo já tem convênio firmado, o dinheiro seria repassado à Lifa. No entanto, uma liminar expedida pelo Juiz Pedro Câmara Raposo Lopes, a pedido do Ministério Público, proibiu a transação por entender que seria uma manobra para escapar da exigência da lei.