“Quem não tem cão caça com gato”
Ronaldo Silva Barros usa a bike motorizada para trabalhar e passear
Em Itabira, andar de bicicleta é quase impossível, devido à quantidade de morros, mas o mecânico adaptou um motor e tudo ficou mais fácil. “Eu já trabalhava mexendo com bicicletas e quando vim para Itabira, como moro longe do serviço, resolvi colocar o motor para facilitar”, explica. Curiosos, os clientes da loja em que Ronaldo trabalha sempre pedem para dar volta em sua magrela e pedem diversas informações sobre o veículo.
Com um gasto de aproximadamente R$ 800,00 para motorizar a bike, Ronaldo aponta como vantagem a economia no abastecimento. “Com R$3,00 rodo a semana inteira”, diz, ao informar que usa o meio de transporte para ir e voltar do trabalho, além dos passeios de fim de semana. Na hora de abastecer, ele vai ao posto, busca gasolina e mistura ao óleo dois tempos, utilizado em equipamentos como motosserra e roçadeira.
O mecânico conta que nem o barulho característico o constrange, muito pelo contrário: tem orgulho de ser um dos quase quarenta ciclistas motorizados de Itabira. Quando passa, as piadas são inevitáveis. Gritos como “acelera” e “corre” são ouvidos pelo mecânico, que leva tudo na brincadeira.
Por que a motorizada
De acordo com Pedro Melo, proprietário da Bike e Cia, um dos motivos que leva as pessoas a comprarem a bicicleta motorizada é a locomoção rápida e barata. No ramo há 12 anos, Pedro conta que o boom de veículos deste tipo aconteceu há pouco mais de um ano.
Para adquirir a bicicleta, o interessado tem de desembolsar cerca de R$1.200,00. Caso a pessoa já tenha a bicicleta comum e quiser “envenená-la”, é só comprar o motor por aproximadamente R$ 950,00 e fazer a adaptação.
Existem, entretanto, alguns critérios que devem ser observados ao adquirir uma bicicleta motorizada. “Quase os mesmos problemas vistos com motos, podemos ver com a bike, já que elas podem atingir a velocidade de 60Km/ hora”, alerta Pedro. O lojista orienta quanto à manutenção constante e ao uso de equipamentos de proteção, como capacete, luva e óculos.
Mesmo que muitos destes veículos se pareçam mais com bicicletas do que motos, vale ressaltar que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece que todos os veículos motorizados, mesmo que sejam elétricos, devem ser devidamente registrados pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans), ou pelo município, para circularem em vias públicas. Além disso, o condutor deverá ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para dirigir este tipo de veículo.