“Antes a mãe dele chorando do que a minha”, diz acusado de assassinato
Acusado falou com a imprensa na tarde desta segunda-feira
O acusado de matar Alessandro Eufrásio dos Santos, 22 anos, na madrugada desta segunda-feira, 9, no bairro Pedreira, disse a imprensa durante esta tarde, na Delegacia de Polícia Civil, que agiu por causa de uma rixa antiga com a vítima e que faria tudo de novo, se necessário.
Ramon Gomes Cruz, 20 anos, falou ainda que, no início da madrugada, teria sido ameaçado por Alessandro armado com uma faca. Depois da desavença, o acusado foi à sua residência, no bairro Bela Vista, apanhou um revólver calibre 32 municiado com 6 cartuchos e disparou quatro vezes contra o jovem, que já caiu morto dentro de uma vala de água pluvial.
Depois de atirar, Ramon fugiu foi por uma área da Vale, que dá acesso a seu bairro. A arma teria sido dispensada pelo caminho durante a fuga. Perguntado se estava arrependido, o acusado enfatizou, com frieza: “Antes a mãe dele chorando do que a minha. Já fiz, agora não tem mais o que fazer; vou pagar a pena”.
Delegado
A reportagem conversou também com o delegado responsável pelo caso, dr. Robson Aguiar. Ele ressaltou o trabalho de investigação, feito pelos seus agentes durante toda a madrugada. “Quando estive lá com os agentes e com o perito Piaza, já começamos alguns levantamentos e saímos da cena do crime com a certeza de que Ramon seria o autor do homicídio”, afirmou o delegado.
Sobre o sumiço do revólver, o delegado disse que é uma tática de quem comete crimes tentar sumir a arma para se livrar dos exames balísticos, mas no caso de Ramon, isso não acrescenta muito, pois o acusado foi preso ainda em flagrante.