Justiça condena por improbidade administrativa o atual e o ex-prefeito de Itabira
O juiz Afrânio José Fonseca Nardy acolheu pedido de condenação em ação de improbidade feito pela 3ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Itabira, para condenar o ex- prefeito de Itabira, Ronaldo Lage Magalhães, e o ex-vice e atual prefeito, João Izael, em atos de improbidade cometidos durante a campanha eleitoral de 2004. Segundo […]
O juiz Afrânio José Fonseca Nardy acolheu pedido de condenação em ação de improbidade feito pela 3ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Itabira, para condenar o ex- prefeito de Itabira, Ronaldo Lage Magalhães, e o ex-vice e atual prefeito, João Izael, em atos de improbidade cometidos durante a campanha eleitoral de 2004.
Segundo o Ministério Público, conforme a decisão, o ex-prefeito deverá pagar multa correspondente a 15 vezes a última remuneração, o ex-vice prefeito deverá pagar o valor igual a 20 vezes a última remuneração e a ex-secretária de ação social dez vezes o valor da última remuneração.
A sentença de condenação é a primeira decisão de mérito em processo contra o ex-prefeito Ronaldo Lage Magalhães, que exerceu mandato de deputado estadual em 2007.
Em 2004, durante a campanha eleitoral que culminou na vitória do atual prefeito, naquele momento ainda no cargo de vice, os requeridos utilizaram-se de vários programas assistenciais da administração local, com objetivo de angariar votos, como programas de distribuição de materiais de construção, doação de óculos e doação de cestas básicas, de acordo com o MPMG.
A ação de improbidade foi ajuizada em 2005, pela promotora de Justiça, Adriana Torres Beck, contra o ex-prefeito, ex-vice prefeito e secretários municipais de administração e de Ação Social da época.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Itabira para ouvir o posicionamento do prefeito João Izael. O assessor do Município, jornalista Fernando Antônio Silva, disse que Prefeitura ainda não foi notificada oficialmente sobre o processo, mas caso isso ocorra, o prefeito vai recorrer. Ronaldo Magalhães não foi encontrado para falar sobre o assunto. Seu assessor, Ronildo Andrade, disse que ele estava no Vale do Mucuri, onde é difícil ter sinal de celular.