DeFato edição 226 chega aos leitores
Itabira do Mato Dentro, 7 de outubro de 1833. Neste dia foi transferida de Caeté para a terra natal do Major Paulo José de Souza, seu primeiro mandatário, a administração do novo município. Eis aí a data-chave da história itabirana, que se consubstancia na emancipação político-administrativa. Itabira, 9 de outubro de 1848. A urbe […]
Itabira do Mato Dentro, 7 de outubro de 1833. Neste dia foi transferida de Caeté para a terra natal do Major Paulo José de Souza, seu primeiro mandatário, a administração do novo município. Eis aí a data-chave da história itabirana, que se consubstancia na emancipação político-administrativa.
Itabira, 9 de outubro de 1848. A urbe do Major Lage, seu segundo administrador, recebe a denominação de cidade, providência burocrática governamental que passa a ser adotada para a sede de todos os municípios brasileiros.
De acordo com historiadores, dentre os quais José Antônio Sampaio e Terezinha Fajardo Incerti, a mudança de data comemorativa se deu em 1948, quando era prefeito itabirano o Doutor José de Grisolia, que celebrou o centenário com muita festa e pompa. A partir daí, os novos mandatários viram por bem, embora contrariando a história, celebrar a emancipação com 15 anos de atraso na contagem de sua verdadeira idade, ou seja, em 9 de outubro.
É certo, notório e incontestável que a terra de Carlos Drummond de Andrade chegou, neste outubro de 2011, a 178 primaveras devidamente contadas e bem-vividas e não aos anunciados e equivocados 163 anos. Talvez o tempo não importe tanto, mas é verdade que os itabiranos bem poderiam brindar o seu aniversário sem precisar de ser falso, pelo contrário, demonstrativo de mais experiência na tradição e significado histórico.
Para garantir a importância de reconhecimento da data correta, basta recordar que, há seis anos exatos, em 2005, ocorreu, nestas paragens, uma reflexão sobre a data de fundação do arraial, ou da criação da vida comunitária. Chegou-se, então, oficialmente, à conclusão definitiva: os primeiros seres humanos “civilizados”, tendo à frente o padre Manoel do Rosário, iniciaram a construção do povoado em 1705 e não no que se propalava antes, 1720, quando os irmãos Faria Albernaz teriam iniciado a exploração de ouro no córrego da Penha, depois de chegarem da Serra Cabeça de Boi, em Itambé do Mato Dentro. Com base nessa conclusão histórica, foi celebrado o tricentenário da terra de João Camillo de Oliveira Torres e colocado um ponto final nas dúvidas que persistiam.
Quem acompanhou e acompanha— como DeFato o fez e o faz ano a ano— esse desenrolar de trabalho na busca da independência econômica, sabe valorizar o esforço e sacrifício que valem a pena serem despendidos. Por causa disso, deve tentar, nesse acompanhamento, ajustar as engrenagens da economia com a da história, como forma, também, de respeitar a memória de nossos ancestrais.
SUMÁRIO
08 | Entrevista
Sérgio Barroso
32 | SAÚDE
Solidariedade na veia
36 | CIDADE
Oportunidade do tamanho de um elefante
39 | CAPA
Motivos para comemorar e progredir
48 | EDUCAÇÃO
Sobrevida para o hábito de ler
54 | SAÚDE
Dormir e viver bem
58 | MEU NEGÓCIO
Tecnologia para empresas inteligentes
60 | CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Criatividade em prática
62 | ESPORTE
Pura adrenalina
64 | MODA
Muito além do look
COLUNISTAS
52 | JOSÉ MOURA
A importância da percepção
A importância da percepção
59 | REGINALDO CALIXTO
Eu quero, eu posso, eu consigo!
76 | DANIEL DE CASTRO
O filho da Peta
78 | MAYRA FERREIRA
A construção da cidadania
A construção da cidadania