Paixão por futebol

O itabirano Wilson Alves Couto, 52 anos, conhecido como Knorr, exibe sua coleção de mais de 200 ingressos de jogos esportivos brasileiros e internacionais

Paixão por futebol
Preciosidades esportivas. É como pode se definir os mais de 200 ingressos da coleção do itabirano Wilson Alves Couto, 52 anos, conhecido como Knorr.

Neste conjunto, está a entrada da primeira partida acontecida no Estádio Governador Magalhães Pinto, o famoso Mineirão, de 1965.

Na verdade, Knorr é também um fanático pelo Clube Atlético Mineiro. Ele conta que antes de sua mania de guardar ingressos, que começou há aproximadamente 18 anos, tinha uma coleção de cartões telefônicos. No entanto, como assistia a muitos jogos acompanhando o seu time de coração, resolveu mudar o foco: ingressos.

A coleção de paixões não pára por aí. Em apenas uma pasta, raridades, como entradas de jogos da Polônia, Austrália, Espanha e Portugal. Não que ele tivesse ido aos jogos acontecidos nestes países ou assistido de camarote às partidas, mas ele aumenta sua coleção recorrendo à internet e amigos. Também guarda um álbum de fotografias com locutores esportivos, juízes e escalações dos times de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, de 1948. Tudo em preto e branco.  Ele guarda a entrada de todos os jogos em que vai e até as escalações que ficam na porta dos vestiários, o que soma mais de 200.

Tanta frequência aos campos lhe rendeu amizades, como é o caso do presidente do Paulista de Jundiaí, Reinaldo Miranda, que em 2008 mandou uma carta o convidando a se hospedar em sua casa. O motivo foi para que participasse do encerramento da carreira do jogador Narciso, ao se despedir do Santos.

Loucuras pelo time do coração

Knorr acompanha todos os jogos do Galo. Assistindo nos Estádios ou transmitido pela TV. Ele, que já chegou a ir até a Argentina e Paraguai para ver o clube jogar, conta as loucuras do passado. “Loucura mesmo. Quando o Galo não ganhava, já perdi a conta de quantos rádios quebrava”. Sem contar que para conseguir dinheiro para ver o Atlético jogar, vendia rádios, televisores e câmeras fotográficas. “Também já saí de Itabira à pé, sem um centavo no bolso para ver o Galo no Mineirão, sem dinheiro nem para comer”, conta ele, que pegou caronas no decorrer do percurso. Em menos de um ano, já vendeu nove televisores, o que deixou a esposa irritada e muitos vendedores felizes. 

Entretanto, hoje ele se diz mais centrado. “A gente vai amadurecendo e vai mudando”. Mas o amor pela coleção de ingressos e mais ainda pelo Galo prevalecem, sendo confirmada até pelas coincidências. O neto de um ano e sete meses nasceu exatamente no momento de um gol do jogador atleticano, Diego Tardelly. O nome dele? Miguel Tardelly.  Paixão por futebol tem dessas coisas.