Vereador apresenta dados de denúncias de mulheres vítimas de violência doméstica na cidade
O vereador Belmar Diniz (PT) se diz preocupado com a falta de segurança em João Monlevade para as mulheres que são vítimas de agressões domésticas (leia-se, principalmente, como autor o companheiro). Segundo ele, após registrarem as ocorrências, essas mulheres tendem a voltar para o lar e acabam convivendo com o agente do abuso. Para ressaltar […]
O vereador Belmar Diniz (PT) se diz preocupado com a falta de segurança em João Monlevade para as mulheres que são vítimas de agressões domésticas (leia-se, principalmente, como autor o companheiro). Segundo ele, após registrarem as ocorrências, essas mulheres tendem a voltar para o lar e acabam convivendo com o agente do abuso.
Para ressaltar o nível do problema, Belmar apresentou durante reunião de Câmara dessa quarta-feira, dia 05, um levantamento feito junto à Polícia Militar e Delegacia da Mulher, contendo o número de denúncias registradas entre setembro de 2010 e setembro deste ano.
De acordo com o levantamento, boletins de ocorrências da PM, houve 103 registros de ameaças, 97 de lesão corporal/agressão, 11 identificados como outros (estupro, cárcere privado e maus tratos) e 51 como vias de fato (agressão mútua). Já os boletins da Polícia Civil, foram 53 ameaças, 49 de lesão corporal/agressão, 13 identificados como outros e 27 como vias de fato. “Dá uma mulher sendo agredida por dia. E depois da denúncia, ela vai para onde?”, questionou o parlamentar.
Em seu julgamento, a melhor solução é a criação de uma casa que abrigasse essas mulheres que não podem mais voltar para os seus lares. “Eu fui procurado por uma mulher vítima de agressão e conheço uma adolescente de 17 anos que também foi vítima do namorado de 22 anos”, denunciou.
Na opinião do vereador Sinval Dias (PSDB), os números expressam uma realidade que é a falta de trabalho social e educativo com as vítimas. Apesar de não ser contra a ideia da criação de um abrigo, o vereador Guilherme Nasser (PSDB) pediu cautela. “O que não quero é ter em Monlevade um lugar como o albergue, que é terrível”, disse o tucano que apresentou outros dados ligados ao assunto. “Infelizmente, de cada 10 mulheres (agredidas), oito entram com o processo, mas não o criminal. E seis voltam para o parceiro”, lamentou.