Os acusados de matar e tentar ocultar o corpo da dona de casa Luisa Aparecida Coelho Silva, irmã do prefeito de Itabira, João Izael Querino Coelho, estão sendo julgados no Fórum Desembargador Drummond. Daniela Carla Coelho Silva, 28 anos, filha da vítima, e o namorado, Adriano Batista Macedo, acompanham o depoimento das testemunhas de acusação e defesa.
O público do julgamento é formado por alguns parentes dos envolvidos – entre eles José Daniel Querino, outro irmão do prefeito de Itabira – e estudantes do curso de Direito.
O primeiro a ser ouvido foi o delegado regional de João Monlevade, Paulo Tavares, que, na época do crime, em 2009, era o responsável pela Delegacia de Barão de Cocais e auxiliava a Polícia Civil de Itabira na divisão de homicídios. O agente confirmou os depoimentos dados pelos acusados quando a morte aconteceu e falou, em tom de certeza, que o casal, em conjunto, assassinou a irmã do prefeito de Itabira.
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Segundo Paulo Tavares, quando confessou o crime, quatro dias depois da morte de Luisa, Daniela disse que agiu sozinha. Porém, durante a reconstituição, percebeu contradições entre o que ela mostrava e o que havia dito anteriormente. De acordo com ele, foi aí que chegou à conclusão de que havia outra pessoa no dia do crime. Questionada sobre isso, Daniela teria falado sobre a participação de Adriano.
Durante o depoimento do delegado, o juiz Paulo Câmara, responsável pela condução do júri popular, leu o laudo da perícia técnica que foi feita no corpo de Luísa. Pelo documento, a mulher foi estrangulada e ainda estaria viva quando lhe foi ateado fogo. Depois, teria sido jogado brita para esconder o corpo. Para o delegado, a intenção dos acusados era fazer uma parede e concretar o cadáver, para escondê-lo.
Defesa
No julgamento, chama atenção a atuação dos advogados de defesa dos acusados. Daniela é defendida por José Vital e Adriano por Willian Mendes. Para defender seus clientes, um advogado tenta responsabilizar o outro acusado. José Vital tenta incluir Adriano na cena do crime e Willian quer mostrar que Daniela – que é ré confessa – agiu sozinha.
A primeira testemunha de defesa foi pelo lado de Adriano. Foi ouvida a irmã dele, Andresa Macedo, que disse confiar que seu irmão não participou do crime. Ela foi a primeira pessoa que esteve na casa dos acusados após a morte de Luisa. Segundo relatou, havia um papelão no quarto do casal com um lençol branco por cima. A testemunha disse que Daniela não deixou que ela se aproximasse do cômodo alegando ter brinquedos da filha e que a menina não poderia vê-los porque iria fazer pirraça para pegá-los.
Os depoimentos das testemunhas continuam na parte da tarde. Ainda haverá tempo para a manifestação do representante do Ministério Público, promotor César Augusto, e dos advogados de defesa.