Itabira ainda tem professores em greve
Segundo Sandra Maria de Andrade, coordenadora do SindUTE de Itabira,a greve não é ilegal, e os professores estão lutando pela garantia do direito ao piso
A greve dos professores e servidores da Educação de Minas Gerais teve início em 8 de junho e já completa 107 dias hoje, 22 de setembro. Em Itabira, de acordo com a coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (SindUTE), Sandra Maria de Andrade, sete escolas da cidade que estavam parcialmente em greve e cinco da área de abrangência da sub-sede, ainda contam com alguns professores parados. “Quem estava em greve continua por esse direito constitucional”, informou Sandra.
Segundo a coordenadora, o desembargador Roney de Oliveira, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) deu nesta semana a decisão para a suspensão da greve, alegando que o movimento é ilegal. “A greve não é ilegal, mas abusiva, devido ao prejuízo às crianças e adolescentes, mas estamos lutando pela garantia do direito ao piso”, declara Sandra.
Ela ainda ressalta a greve de fome decretada por dois servidores, além dos professores acorrentados na capital, como um gesto de busca aos direitos. A coordenadora informou que quanto à reposição das aulas aos alunos, não se sabe ainda como será feito, o que só deve ocorrer ao final do processo de negociações.
Professores da Rede Pública continuam mobilizados para negociar com a administração estadual sobre o direito ao Piso Salarial da categoria.
Reivindicação
A principal reivindicação dos professores é o reajuste para atingir o piso salarial nacional de R$1.597,00 para uma jornada de até 40 horas semanais. Atualmente, o piso é de R$ 369 para 24 horas por semana, segundo a classe. O governo propôs um aumento para R$712,20, o que foi negado pelos professores.