Reunião do Conselho da Pessoa com Deficiência debate situação do Cesec e do cinema
Conselheiros discutiram situação de prédios sem acessibilidade
O Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência se reuniu nessa terça-feira, 20 de setembro, para discutir a falta de acessibilidade no prédio do Centro Estadual de Educação Continuada (Cesec). Para solucionar o problema, foi sugerida a mudança da instituição para outro local que tenha a estrutura física para receber pessoas com deficiência. Na ocasião também foi debatida a situação do Espaço Cinemax, que também precisa se adequar a acessibilidade, e discutida a criação de um sistema diferenciado de transporte coletivo porta a porta para os deficientes.
A ata da reunião será entregue à Curadoria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado, representada pela promotora Nidiane Moraes Silvano de Andrade.
Para discutir sobre a situação do Cesec, estiveram presente, a diretora da escola, Janete Oliveira, a professora Sabrina Souza e a inspetora da Superintendência de Ensino (SER/Nova Era), Marilene Carvalho. A escola hoje atende alunos de 5ª a 8ª série do ensino fundamental e de 1º a 3º ano do Ensino Médio. Em agosto, passou a oferecer o provão, modalidade aplicada anteriormente apenas em Belo Horizonte e Vale do Aço.
Marilene reconheceu que falta acessibilidade no prédio onde funciona o Cesec, no entanto, deixou claro que o Estado não vai investir em mudança de estrutura, principalmente pela instituição ser particular. “A verba que o Estado manda para as escolas é para a manutenção, mas para reforma de estrutura não”, argumentou.
O presidente do Conselho, Wander Lúcio Faustino, enfatizou que a preocupação com a acessibilidade nas escolas estaduais e do município é grande, pois o mercado de trabalho para a pessoa com deficiência está crescendo e há necessidade de qualificação destas pessoas. “Para se prepararem, eles precisam de acesso a estrutura educacional e isso precisa ser resolvido o quanto antes”, disse.
Diante das colocações, foi sugerido a mudança do Cesec para o prédio do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), próximo a Igreja da Saúde. O local tem acessibilidade, no entanto, a diretora da escola, mostrou-se preocupada com a sugestão, pela dificuldade de linhas de ônibus que passam próximo. “Onde o Cesec funciona hoje, todas as linhas de ônibus passam e perto da saúde, isso não acontece. Precisamos pensar em algo que atenda a todos”, comentou.
Espaço Cinemax
Em relação ao Espaço Cinemax, que pode ser fechado, caso não se adeque as normas de acessibilidade, Wander Lúcio disse que convidará o proprietário do local para a próxima reunião, dia 4 de outubro. A determinação de adequação do cinema de Itabira foi feita pelo Ministério Público.
O presidente do Conselho explicou que desde 2005 o Ministério Público pediu que o Conselho apontasse dois prédios públicos e dois privados para iniciar processo administrativo pedindo adequação a acessibilidade. Na ocasião, foram citados a Prefeitura, o Terminal Rodoviário, que passa por reforma, o edifício Joelbra e a própria Associaciação da Pessoa com Deficiência.
Depois outros locais de Itabira, foram apontados: O Mercado Municipal, Fórum, Câmara de Vereadores, Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, Prédio do INSS, Policlínica, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, todas as escolas estaduais e municipais, cinema e todas as unidades do Programa Saúde da Família, edifício Cauê e Shopping Avenida. Alguns desses já foram adequados.