Clima de tranquilidade no aglomerado Drummond

A quantidade de policiais impressiona. Homens das Rondas Táticas Municipais (Rotam), das Rondas Ostensivas com Cães (Rocca), e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), de Belo Horizonte, circulam sem parar pelo aglomerado Carlos Drummond de Andrade. Apesar do aparato policial, a situação é tranquila pela manhã e os moradores deixam as casas pacificamente. Esta […]

Clima de tranquilidade no aglomerado Drummond

A quantidade de policiais impressiona. Homens das Rondas Táticas Municipais (Rotam), das Rondas Ostensivas com Cães (Rocca), e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), de Belo Horizonte, circulam sem parar pelo aglomerado Carlos Drummond de Andrade. Apesar do aparato policial, a situação é tranquila pela manhã e os moradores deixam as casas pacificamente.

Esta segunda-feira, 1º de agosto, é o último dia de prazo concedido pela Justiça para que as famílias deixem o aglomerado Drummond. Porém, por causa do atraso na construção dos abrigos da Prefeitura, o comandante do 26º Batalhão da Polícia Militar de Itabira, tenente-coronel Edvânio Carneiro, decidiu usar o maior efetivo apenas amanhã, 2. Hoje, os PMs apenas escoltam os oficiais de justiça que notificam os moradores para que saiam.

O comandante não informou quantos policiais atuam nesta segunda no aglomerado, mas a quantidade deve se aproximar de 100. Edvânio apenas adiantou que o número de hoje é pequeno em relação ao de amanhã. “Amanhã teremos um efetivo maior, com apoio de outras unidades porque é quando vamos cumprir efetivamente a ordem de desapropriação”, comentou Edvânio. Nesta segunda, ainda há o diálogo para que os moradores deixem a casa espontaneamente. Amanhã, já é autorizada a força policial diante da resistência das pessoas que não queiram sair do aglomerado.

Segundo o tenente-coronel, o clima da polícia com os moradores é bastante tranquilo. Ele disse que conversou com alguns líderes do aglomerado, como o padre José Geraldo e o advogado Joviano Mayer, do grupo Brigadas Populares, de Belo Horizonte, e que eles apenas reclamaram das condições dos abrigos oferecidos pela Prefeitura na Malharia Fio de Ouro, no bairro Amazonas, e no Brazuca, no São Cristóvão.

“A comunidade entendeu que o melhor é deixar o local. Não há mais recursos jurídicos e a PM está aqui apenas para cumprir uma decisão. Como disse antes, não é interessante para ninguém uma ação desse tipo e quanto mais prevalecer o clima de serenidade melhor”, comentou o comandante. “Para amanhã, esperamos que o clima permaneça assim. Teremos um efetivo maior e esperamos fazer tudo de maneira rápida e sem resistência”, completou.

Caminhões da Prefeitura auxiliam os moradores nas mudanças. Vários deles circulam pelo aglomerado e são coordenados pelos próprios policiais militares.