Vida em duas rodas

Tanquinho, presidente do Motoclube Evolution

Vida em duas rodas
Quando se fala em motociclistas, algumas pessoas podem associar à imprudência ou falta de cortesia no trânsito. Mas motociclista não é motoqueiro!
 
Nesta quarta-feira, 27 de julho, Dia do Motociclista, o Motoclube Evolution, de Itabira, mostra que esta história com características pejorativas faz parte do imaginário de poucos.

O clube, que nasceu em 2006, surgiu por meio de um convite do Motoclube Evolution de Ipatinga, ao empresário Joaquim Pereira, conhecido como Quinzinho (ou Tanquinho, no meio motociclístico). O empresário chamou os motociclistas itabiranos a se organizarem. O objetivo era reunir os amantes de motos, programar viagens e passeios.

O motoclube itabirano conta com a participação de 12 membros efetivos, entre vendedores, motoristas, funcionários de empresas privadas e duas mulheres.
Em aproximadamente cinco anos de existência, os motociclistas já curtiram várias estradas. Governador Valadares; São Gonçalo do Rio Abaixo; Mateus Leme; Curvelo. Até Salvador (BA) e Santa Catarina foram roteiros percorridos pelos companheiros para participação nos eventos destinados aos amantes das duas rodas.
Tanquinho conta que a entrada de um novo integrante acontece mediante convite de um membro efetivo. “Existem algumas ‘regrinhas’ para se afiliar: ser habilitado, fazer algumas viagens com o grupo antes de entrar, observar o estado de conservação da ‘magrela’, e, acima de tudo, ser amante de motos. Também é necessário ter uma boa conduta dentro do grupo, evitando brigas e confusões”, descreveu o presidente do motoclube.
Sempre de olho na segurança, o empresário e presidente do Evolution faz questão de ressaltar a importância do uso dos equipamentos de proteção, como capacete, luva, roupas de couro com refletores e capa de chuva, no caso de mudança no tempo.
 
Sem preconceito
O presidente afirma que o preconceito com relação ao grupo não existe. “Somos muito bem recebidos em todas as cidades por onde passamos. Não somos mal vistos porque usamos as motos como um hobby, um lazer. Do jeito que a gente gosta, para mim não há nenhum ponto negativo”, disse Tanquinho, com um sorriso estampado.
Com um roteiro que muitas vezes se estende por dias, salvas as paradas, o motociclistas fazem o trajeto em fila indiana com grupos de três motos, para não atrapalhar o trânsito.

A parte social
Engana-se quem pensa que o grupo só se vê nas estradas. De acordo com Tanquinho, nos últimos quatro anos, no mês de agosto, é comemorado o aniversário do motoclube, na Arfita, mas este ano, por falta de patrocínio a festa não será realizada. No ano passado, segundo o presidente, reuniram-se no local membros de 36 motoclubes das mais diversas localidades.
“Nesses encontros, pedimos um kg de alimento não perecível como entrada, para ser doado a entidades assistenciais”, diz. Ele ainda aproveita para pedir mais incentivos para a categoria. “Quando existe um encontro de motoclubes, vários setores da economia são movimentados: rede hoteleira, postos de combustíveis, restaurantes, e isso é ótimo para a cidade”, ressaltou.