Professores dizem não a nova proposta da Prefeitura de Monlevade

Prefeito Gustavo Prandini (c) e sua equipe disseram que a nova proposta é o limite do que a Prefeitura pode pagar aos professores

Professores dizem não a nova proposta da Prefeitura de Monlevade
Os professores da rede municipal de ensino de João Monlevade negaram, mais uma vez, a proposta pela Prefeitura Municipal,apresentada na noite dessa quarta-feira, dia 20, durante assembleia ocorrida na sede do Sindicato dos Metalúrgicos.
 
De acordo com a categoria, a nova proposta do prefeito Gustavo Prandini (PV) e sua equipe (procurador e secretários de Administração, Fazenda e Planejamento), desrespeita os profissionais da Educação.
 
No documento, a administração municipal propõeefetuar o pagamentodo piso salarial nacional (Lei Nº 11.738/2008) aos professores dos níveis P1, P2 e P3 (minoria), sem o corte de benefícios do pó de giz, extra-classe e anuênio, e ainda o reajuste de 6,31% para os níveis P4, P5 e P6 (maioria – Lei Nº 11.738/2008) com as vantagens mantidas. E por fim, a prefeituramanteria o pagamento aos educadores dos dias paralisados pela greve.
 
“Eu considero falta de respeito a prefeitura entregar o papel (com a nova proposta) na portaria (do Sindicato). Acharam que o Sintramon (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de João Monlevade) não nos apresentaria?”, indagou uma das professoras presentes a assembleia. Um professor disse que não sentia que a administração tivesse boa vontade em “movimentar esse 6,31%”, ao sinalizar que a proposta teria condições de ser melhorada para a categoria respeitando a diferença salarial de 20% entre os níveis, segundo a lei. Já outra professora, afirmou que o movimento desta vez tem ido além do absurdo por falta de diálogo. “Nosso movimento, chegamos ao estado de greve não por aumento de salário, e sim, por cumprimento da lei”, indignou-se.
 
A assembleia foi acompanhada pelo representante do Ministério Público,o oficial de Justiça Arilson Magalhães, e dos vereadores Belmar Diniz (PT), Sinval Dias,Guilherme Nasser (ambos do PSDB), além do presidente da Câmara Municipal,Pastor Carlinhos (PV), que compuseram a Mesa de Trabalho.
 
 
Comissão do Fundeb
Outra questão que tem incomodado os educadores do município é a destinação dos recursos do Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb). Para tal, uma comissão formada por professores vai acompanhar os trabalhos do grupodesignado na Câmara Municipal.
 
Prefeitura diz que este é o limite
Com o intuito de apresentar maior transparência ao tratamento dado ao movimento grevista dos educadores monlevadenses, o prefeito Gustavo Prandini, acompanhado pelo seu vice, Wilson Bastieri (PT), e dos assessores de Governo, Tadeu Figueiredo, e Comunicação, Emerson Duarte, reuniu toda imprensa para uma entrevista coletiva, ocorrida horas antes da assembleia no Sindicato dos Metalúrgicos. De acordo com Prandini, a nova proposta contendo os três itens “é o limite que a Prefeitura pode pagar”. Para ele, o diálogo estará sempre em aberto com os professores. “Nunca nos negamos a negociar. Somente agora é que pudemos apresentar esta proposta, porque as outras foram negadas”, ressaltou ele, que ainda alegou que os servidores municipais efetivos estão tendo 8,0% de aumento sobre a inflação (ganho real).