Advogado de comerciantes da Cobal sugere que Prefeitura não aceite TAC do Ministério Público
Leonardo Militão sugeriu que TAC não seja cumprido
O plenário ficou lotado. Além dos lojistas do Mercado e seus funcionários, estiveram presentes representantes da Prefeitura, da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), da Ordem dos Advogados do Brasil em Itabira (OAB), do Corpo de Bombeiros e dos vereadores Tãozinho Leite (PP), Ilton Magalhães (PR), Elson Sá (PMDB), Paulo Chaves (PSDB), Geraldo Torrinha (PDT), Tião da Antena (PP) e Solimar José da Silva (PSDB). A promotora Giulliana Talomoni Fanoff, responsável pelo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), não compareceu a audiência e deu justificativas de compromissos pessoais.
No início da audiência pública, o procurador jurídico da Prefeitura, Gilberto Magalhães, ressaltou que nunca foi de interesse do Governo tirar os comerciantes daquele espaço e que durante o mandato de João Izael, a questão do Mercado sempre veio à tona, mas que não eram encontradas soluções que pudessem atender os anseios da comunidade e dos lojistas dentro da legalidade. “Antes do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Ministério Público já havíamos estudado uma forma legal para resolver isso. Agora com o Termo teremos que licitar o espaço e fazer a reforma do Mercado para condições mínimas de segurança e acessibilidade”, argumentou.
Todos os vereadores presentes e o presidente da CDL, Gil César Lopes, declararam apoio aos comerciantes.
Sugestão
O advogado da Associação dos Comerciantes do Mercado, Leonardo Militão (que foi professor de Gilberto Magalhães na Funcec, em Monlevade), disse que seu ex-aluno foi sintético em dizer que o prefeito foi obrigado a acatar o TAC. Segundo ele, o TAC não é uma camisa de força e não obriga a nada, portanto, pode ser aceito ou não pela Prefeitura. “O TAC apenas é uma solução que o Ministério Público acha viável diante de um problema. É um ato administrativo passivo de controle do judiciário. Quando não há consenso vai para processo e o juiz decide o que deve ser feito. Para se alterar um TAC é preciso de vontade da Prefeitura em não aceitá-lo”, seugeriu. Caso isso seja feito, os lojistas se comprometem em arcar com a reforma da Cobal.
Leonardo ainda foi incisivo em dizer que só há duas soluções concretas para o problema do Mercado Municipal de Itabira: enfrentamento do TAC na Justiça pela Associação dos Comerciantes da Cobal ou a Prefeitura assumir junto aos lojistas a alteração do termo e não aceitá-lo. Ressaltou ainda que caso a única solução seja a retirada dos comerciantes em função da licitação, haverá um processo judicial para que eles sejam indenizados. O advogado ainda explicou que o Ministério Público tem agido em todo o Estado dessa forma, com assinatura de TACs.
Exemplos de cidades como Governador Valadares, que reformou e regularizou o mercado sem causar danos aos lojistas do local, foram citados. No entanto, segundo Gilberto as teses apresentadas não têm aplicabilidade no município.
Após todas as explanações da mesa, a discussão foi aberta ao público para perguntas. Na oportunidade, os lojistas presentes mostraram toda a sua indignação e aflição com a situação, dizendo que precisam de uma ação concreta, porque o tempo deles está terminando. Uma nova discussão será realizada em uma reunião na próxima quinta-feira, 14 de julho, entre Gilberto Magalhães, Leonardo Militão e a Comissão de Indústria Comércio e Turismo. O horário ainda será agendado.