Professor Nino e a inusitada bicicleta de bambu
Professor Nino é só sorrisos com sua bicicleta diferente
Desde o mês de abril, ele está com a bicicleta, que foi encomendada por meio do amigo flautista Klaus Volkmann, de Porto Alegre (RS), que fabrica esse tipo de “veículo”. Para ficar pronta, foram, mais ou menos, três meses de trabalho.
Com ela, o professor vai trabalhar, passear e até fazer compras de supermercado. Ele conta que já foi com ela até São Gonçalo e que, por incrível que pareça, ela supera as bicicletas convencionais no quesito conforto.
Nino ainda diz que está em fase de adaptação com essa recente aquisição. O professor revela que existe uma estranheza inicial, mas, ao mesmo tempo, uma simpatia devido à simplicidade do material. Compõem a bike: cizal para fazer as junções das partes e resina com fibra de carbono, o que a torna muito resistente, além das peças de uma bicicleta normal, como corrente e guidão.
Amante das duas rodas, o professor tem cinco bicicletas, sendo duas feitas sob encomenda. Ele ainda disse que já planeja a próxima, que pode ser do mesmo tipo da qual roda atualmente, porém, com algumas modificações. A paixão pela “magrela” é tanta que Nino diz que se precisasse optar entre carro e a bike inclinada, ficaria com a segunda opção, pois, além poder ir a todos os lugares com ela, ainda ganha em qualidade de vida.
Depende do estado de espírito
O professor reconhece que seu veículo é esquisito. Nino diz que no dia em que não está bem, opta por não sair com ela, pois chama muita atenção, o que pode gerar certo desconforto. Ele sente que alguns olham com preconceito. Na rua, crianças gritam: “Ô, bambu!”. Mas isso é o de menos.
Inúmeras vezes, de dentro do carro, já ouviu pessoas o chamarem de folgado, por causa da posição da bike. “Aí eu penso: eu, folgado? Por quê? Você é quem está sentado dentro de um carro, sendo levado por um motor, e eu que estou pedalando é que sou folgado? Prefiro não retrucar”, revela Nino. Exatamente por esse motivo, ele diz que prefere não aparecer com ela, a ser mal educado com as pessoas.
Alternativa de transporte
O professor não se esquece de usar os equipamentos de segurança, como luva e capacete. Para completar a proteção, ainda adaptou refletivos, espelho retrovisor no capacete, pisca-alerta e ainda, farol
Nino acha que a bicicleta essa é uma alternativa de transporte, mesmo em Itabira, que tem muito aclive. Dificuldade mesmo que ele enfrenta é a falta de cortesia no trânsito. “Já levei várias fechadas”, lamenta. . “As pessoas às vezes esquecem que tem uma vida em cima da bicicleta e nem sempre respeitam”, dá o recado.