Grupo Amor-Exigente promoverá 2ª caminhada em combate às drogas em Monlevade
Aída Bastirei trouxe para os vereadores e público presente ao Plenário dados alarmantes envolvendo a dependência química
O Grupo de Apoio Amor-Exigente Bom Samaritano vai promover neste sábado, dia 25, a partir das 9 horas, a 2ª Caminhada pelo Dia Internacional de Combate às drogas, em João Monlevade. Parentes e amigos de dependentes químicos, estudantes e Polícia Militar estarão mais uma vez com o objetivo de alertar a população para o problema que tem provocado a desestruturação de lares no país.
Para reforçar a importância da discussão e combate às drogas, é que a coordenadora do grupo, Maria Leonídia Bastieri, conhecida por Aída, esteve presente à sessão ordinária da Câmara Municipal, dessa quarta-feira, dia 22. Elas e os membros do grupo presentes no Plenário queriam levar ao conhecimento dos vereadores os últimos dados apresentados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). “Em fevereiro de 2011, a OMS divulgou que 320 mil jovens entre 15 e 29 anos, por ano de causas relacionadas com drogas”, afirmou Aída.
Em nome do grupo, a coordenadora convidou a todos a participarem da caminhada que faz parte do Dia Internacional de Combate às Drogas. Os participantes sairão do estacionamento do Hiper e seguirão pela avenida Getúlio Vargas, contornando a praça Sete de Setembro e chegando à praça do Povo, em Carneirinhos. “Queremos lembrar aos vereadores que o foco do AE é a defesa e proteção da família. Cuidamos da orientação de prevenção, alertando aos pais para os comportamentos inadequados, que favorecem e enveredam nossos filhos para o submundo das drogas”, explicou Aída.
O presidente da Câmara, vereador Pastor Carlinhos (PV), ressaltou os benefícios para a sociedade monlevadense ao ter um grupo que preserva a família. “Salvam vidas, famílias e lares. Parabéns a vocês”, disse ele que lamentou a decisão recente da justiça em permitir que acontecesse no país a marcha da maconha. De acordo com a vereadora Dulcinéia Caldeira (PT), há uma preocupação constante sobre o tema. “A nova droga oxi a R$ 2,00 me deixa estarrecida”, declarou.
Para o vereador Zezinho Despachante (PP), a autorização da marcha da maconha o deixou decepcionado. “Quando o Pastor Carlinhos nos comunicou sobre a decisão da justiça ficamos tristes. Vi no Fantástico quando a mãe de um dependente químico deu seu depoimento”, citou ele. Na opinião do vereador Guilherme Nasser, as drogas tem acabado com as famílias. Segundo ele, as campanhas eleitorais ainda não possuem ações efetivas para combater o problema. “A gente vê a criação de filhos da mesma forma e um deles acaba por influência de amigos a se envolver com drogas”, analisou ele que sugeriu que fosse conversado com o governo municipal a possibilidade de se abrir mais vagas para internação de jovens carentes que tivessem envolvimento com as drogas.
Na opinião do vereador Robertinho do DVO (PMN), o trabalho do AE vem resgatando muitas famílias apesar do trabalho voluntário não ser tão fácil devido às dificuldades encontradas no dia-a-dia. Em sua opinião, demorou para que o poder público entendesse que o problema é de caráter público e necessita ser debatido. “Gostaria que vocês (do AE) participassem com a apresentação de ideias para elaboração de anteprojeto que venha criar um hospital ou pequenas clínicas de recuperação”, convidou ele.