Prefeitura e moradores do bairro “Drummond” se reúnem para tentar novo acordo
No final da tarde de ontem (20), o prefeito de Itabira João Izael recebeu em seu gabinete o bispo dom Odilon Guimarães Moreira, o padre Hideraldo Veríssimo Vieira, o presidente da Associação Comunitária Drummond Adilson Gualberto Campos, as secretárias municipais Elaine Aparecida Campos (Governo), Maria das Graças de Carvalho Lima (Ação Social) e o procurador […]
No final da tarde de ontem (20), o prefeito de Itabira João Izael recebeu em seu gabinete o bispo dom Odilon Guimarães Moreira, o padre Hideraldo Veríssimo Vieira, o presidente da Associação Comunitária Drummond Adilson Gualberto Campos, as secretárias municipais Elaine Aparecida Campos (Governo), Maria das Graças de Carvalho Lima (Ação Social) e o procurador jurídico municipal Gilberto Antônio Magalhães, para uma nova tentativa de acordo que coloque fim à permanência dos moradores em frente ao prédio da Prefeitura.
A Prefeitura de Itabira se dispõe a: priorizar às famílias já cadastradas na distribuição dos apartamentos previstos pelo Programa Minha Casa Minha Vida; disponibilizar terreno e material de construção, considerando o prazo de implantação de toda a infraestrutura urbana; disponibilizar para as pessoas que tenham terreno, material de construção por meio do Programa de Auxílio à Moradia para Fins Sociais (Pamfis) e atendimento pelo Programa Bolsa Moradia às famílias em situação de maior vulnerabilidade social.
De acordo com a secretária municipal de Governo, “são as mesmas propostas apresentadas na primeira reunião com os representantes dos moradores, mas com novo entendimento por parte deles [moradores]”, explicou Elaine Campos. Presente pela primeira vez em uma negociação com a Prefeitura, o presidente da Associação Comunitária afirmou que os moradores não entenderam, no primeiro momento, que a intenção da Prefeitura é executar todos os itens propostos no primeiro documento entregue aos moradores no último dia 26 de maio. “Não tínhamos um esclarecimento dos fatos. Entendemos que cada item era uma proposta. Agora, fomos ler detalhadamente um ofício enviado à Câmara Municipal e aí sim, entramos em um consenso que não era isso. Se eu tivesse presente nas outras reuniões, talvez esse impasse não existisse até hoje. Agora chegamos a um acordo e vimos que a Prefeitura está sensibilizada com a nossa situação”, declarou Adilson Gualberto Campos.
Segundo o padre Hideraldo Veríssimo Vieira, as propostas foram aceitas pelos moradores que, amanhã, se reunirão com o juiz da 1ª Vara Cível para tentar a prorrogação da ordem de despejo, prevista para o próximo dia 31 de julho. “Diante da sensibilidade do prefeito João, fizemos esse acordo para viabilizar a questão da moradia digna dessas famílias. Estamos conscientes de que o prefeito está fazendo a sua parte no que cabe a Prefeitura e sabemos que agora depende da decisão da Justiça de prorrogar o prazo”, ressaltou padre Hideraldo. Ainda de acordo com ele, depois desse acordo, os moradores têm esperança que conseguirão a prorrogação do prazo de despejo, já que não é possível a Prefeitura cumprir o acordo em curto prazo. Sobre a desocupação do paço municipal, “a proposta é aguardar a deliberação do juiz, caso ele dê o suporte positivo, amanhã mesmo a Prefeitura será desocupada”, finalizou padre Hideraldo.